MENU

Israel paralisa construções em Jerusalém Oriental, diz vereador

Israel paralisa construções em Jerusalém Oriental, diz vereador

Atualizado: Terça-feira, 27 Abril de 2010 as 12

O governo de Israel suspendeu indefinidamente a construção de novas casas para colonos judeus em Jerusalém Oriental, disseram nesta segunda-feira, 26, vereadores da cidade. A decisão foi tomada mesmo com a insistência do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, de que as construções não seriam paralisadas nem com a crescente pressão dos EUA.

Um vereador de Jerusalém garantiu que o atraso de uma semana na revisão de planos para novas construções era apenas um assunto burocrático e não a prova da suspensão, mas o fato de que os novos planos de erguer novas casas não avançam são mostras de que os palestinos suavizaram suas demandas de paralisação definitiva antes de retomar as negociações de paz.

Segundo a fonte, funcionários envolvidos nos projetos de expansão dos assentamentos disseram que o gabinete de Netanyahu ordenou a suspensão depois de Israel contrariar os EUA no mês passado ao enunciar um plano para construir novas moradias em Jerusalém Oriental. O anúncio ocorreu durante uma visita do vice-presidente americano, Joe Biden.

"O governo ordenou ao Ministério do Interior imediatamente que nem ao menos fosse citada a expansão de assentamentos depois do incidente com Biden. Não foram só as construções que pararam. Os comitês responsáveis por isso nem ao menos se reuniram", disse a fonte.

A aparente suspensão provavelmente reflete a necessidade de Netanyahu de suavizar suas fortes diferenças com os EUA a respeito da construção de novos assentamentos judeus em Jerusalém Oriental, região particularmente complicada para o conflito no Oriente Médio. O objetivo da decisão também é aproximar os palestinos das negociações, paralisadas desde janeiro de 2009. Não se sabe, porém, se as construções estão paralisadas de fato ou quanto tempo a medida vai durar.

Os palestinos reclamam o setor oriental de Jerusalém como a capital de sua futura capital e advertiram que não voltariam às negociações se a expansão de assentamentos não fosse paralisada completamente.

veja também