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Itamaraty confirma cerca de cem brasileiros ilhados em Machu Picchu

Itamaraty confirma cerca de cem brasileiros ilhados em Machu Picchu

Atualizado: Terça-feira, 26 Janeiro de 2010 as 12

O Ministério de Relações Exteriores do Brasil confirmou à Folha Online na manhã desta segunda-feira, dia 25, que há "entre cem e 120 brasileiros" ilhados na região turística de Machu Picchu, no Peru, devido às intensas chuvas que inundaram a única ferrovia que liga a região a Cusco.

O ministério não sabe confirmar exatamente quantos brasileiros há na região, mas afirma que não há relatos de cidadãos feridos ou em situação de risco. Segundo a assessoria do Itamaraty, eles foram abrigados, assim como outros cerca de 1.900 turistas, nos trens da companhia ferroviária peruana, enquanto aguardam resgate dos helicópteros peruanos.

 Itamaraty informou ainda que está em contato com as famílias dos brasileiros ilhados no Peru e que disponibiliza os números de telefone (61) 3411-8802 ou (61) 3411-8805 para quem precisar de informações.

A embaixada tenta contato com os turistas brasileiros, mas diz que não há necessidade de maior assistência ou repatriação. Os turistas, afirma o Itamaraty, devem continuar no Peru.

As autoridades utilizam cinco helicópteros das Forças Armadas peruanas para levar água e comida aos turistas isolados e para retirá-los de Machu Picchu até o estádio de Ollantaytambo, de onde voltam aos hotéis pelas estradas que não foram afetadas.

Uma delegação de ministros peruanos, liderados pelo primeiro-ministro Javier Velasquez Quesquen, viajará nesta terça-feira a região de Cusco para supervisionar a ajuda aos cerca de 2.000 turistas ilhados pelas intensas chuvas e enchentes que inundaram estradas e ferrovia da região.

A delegação, segundo a agência de notícias peruana Andina, inclui o ministro de Relações Exteriores e Turismo Martin Pérez, que vai verificar pessoalmente a extensão dos danos causados pelas chuvas ao principal ponto turístico do país, Machu Picchu.

Segundo a Andina, as fortes chuvas causaram ao menos 40 deslizamentos de terra, um dos quais bloqueou a rota entre Machu Picchu e Cusco. O trem para a cidade de Cusco é o único meio de transporte até as ruínas de Machu Picchu e foi suspenso desde sábado, quando foi bloqueado por um dos deslizamentos.

"Estamos pedindo aos turistas que não venham aqui por causa das chuvas", disse o prefeito Edgar Miranda à rádio CPN.

Estado de emergência

O governo peruano declarou estado de emergência por 60 dias em Cusco e Apurimac por causa das chuvas intensas.

O primeiro-ministro peruano anunciou nesta segunda-feira em entrevista a jornalistas que o alerta inclui as cidades de Calca, Quispicanchi, Cusco Ciudad, Urubamba, Canchis, La Convención e Anta.

Segundo Quesquen, o governo está preparando um decreto para permitir que o governo regional de Cusco utilize a verba da mineração para lidar com a situação de emergência. 'Para nossos irmãos de Cusco e os turistas, nós queremos informar que estamos tratando esta emergência como nossa prioridade', disse o primeiro-ministro, citado pela Andina.

Danos

No fim de semana, as chuvas intensas provocaram o desmoronamento de algumas casas e a morte de uma idosa e uma criança, segundo autoridades locais.

As chuvas, frequentes nos Andes peruanos durante o verão na costa do oceano Pacífico, obrigaram o governo central a suspender temporariamente os voos comerciais de Lima a Cuzco devido ao 'mau tempo'.

As chuvas causaram ainda a cheia dos rios, que destruiu centenas de hectares de plantações, principalmente de milho.

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