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Jornalista que atirou sapatos em Bush diz que foi torturado na prisão

Jornalista que atirou sapatos em Bush diz que foi torturado na prisão

Atualizado: Terça-feira, 15 Setembro de 2009 as 12

O jornalista iraquiano que jogou sapatos no ex-presidente americano George W. Bush e que foi libertado da prisão nesta terça-feira, 15 de setembro, disse que foi espancado, açoitado e recebeu choques elétricos das forças de segurança na prisão.

O ato de protesto de Muntadhar al-Zeidi ocorreu durante uma entrevista coletiva de Bush em dezembro de 2008 e o transformou em um verdadeiro herói entre os árabes muçulmanos. Agora, depois de nove meses preso, ele disse que teme por sua vida e acredita que a inteligência americana irá persegui-lo.

"Eles não impedirão esforços para me buscar como um insurgente revolucionário", disse ele em entrevista à rede de TV em que trabalhava. Ao deixar a penitenciária ele afirmou ainda que o primeiro-ministro iraquiano lhe deve um pedido de desculpas. "No momento em que o primeiro-ministro Nuri Al Maliki afirmava às redes de televisão que não dormiria até que tivesse garantias de me destino, eu era torturado da pior maneira, agredido com cabos elétricos e barras de ferro", declarou o repórter.

"Me abandonaram em um local onde não estava protegido do frio", acrescentou, antes de afirmar ter sido vítima do afogamento simulado, uma técnica de interrogatório utilizada pela CIA com os suspeitos de terrorismo depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.

Condenado em primeira instância a três anos de prisão por agressão contra um chefe de Estado em visita oficial, a pena foi reduzida a um ano na apelação. Graças ao bom comportamento na prisão ele teve a liberdade autorizada após nove meses.

Al-Zaidi estava na base militar de Muthanna, zona oeste de Bagdá. Toda a sua família o recepcionou. Segundo um de seus irmãos, o jornalista será levado a um país árabe (não divulgado) para receber tratamento médico.

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