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Justiça declara ex-presidente de Israel culpado por estupro

Justiça declara ex-presidente de Israel culpado por estupro

Atualizado: Quinta-feira, 30 Dezembro de 2010 as 9

A Justiça de Israel declarou nesta quinta-feira (30) o ex-presidente de Israel Mosheh Katsav culpado em um processo que ele responde por dois estupros, assédio e abuso sexual contra ex-funcionárias. O veredicto do tribunal do distrito de Tel Aviv encerra um processo de mais de quatro anos.

Katsav, do partido Likud (centro-direita), presidente do país entre 2000 e 2007. Ele renunciou à Presidência em 2007 por causa do escândalo sexual. Antes, havia sido ministro do Turismo. As acusações têm origem no período em que ocupou os dois cargos.

Segundo o jornal israelense Haaretz, Katsav foi condenado por estuprar duas vezes e coagir sexualmente uma empregada do Ministério do Turismo, que ele comandou entre 1996 e 1999. Ele também foi declarado culpado de assediar e de abusar sexualmente de duas ex-funcionárias da residência presidencial, além de obstruir a Justiça.

O ex-presidente foi ao tribunal acompanhado de três advogados, segundo o Haaretz. Sua mulher, Gila, estava ausente.

Katsav ficou pálido e murmurou "não, não", ao ouvir o presidente do tribunal, George Kara, ler o veredicto.  Para Kara, o acusado usou "linguagem dupla" e seus "supostos álibis foram reduzidos a pó".

A pena ainda não foi anunciada. Mas, segundo a rede CNN, Katsav pode passar de quatro a 16 anos na prisão.

A primeira denúncia de estupro contra Katsav foi apresentada em 2006 e, após vir a público, cerca de dez outras mulheres denunciaram ter sido assediadas sexualmente por ele, o que lhe obrigou a renunciar à Presidência.

Em um primeiro momento, Katsav chegou a um acordo extrajudicial com a Promotoria para aceitar as acusações de assédio sexual e indenizar as vítimas em troca que se anulasse a acusação de estupro. No entanto, em abril de 2008, o ex-chefe de Estado israelense rejeitou a regra e assegurou que preferia ir a julgamento para lutar por sua inocência e pela verdade e para "pôr fim à perseguição" a que estava sendo submetido, segundo ele.

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