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Kadhafi envia mensagem a Obama, diz agência líbia

Kadhafi envia mensagem a Obama, diz agência líbia

Atualizado: Quarta-feira, 6 Abril de 2011 as 11:22

O ditador líbio, Muammar Kadhafi, enviou uma mensagem ao presidente norte-americano, Barack Obama, 'após a saída da América da aliança cruzada colonial contra a Líbia', relatou a agência de notícias estatal líbia JANA nesta quarta-feira (6), sem dar maiores detalhes.

A Líbia enfrenta uma batalha desde o começo deste ano, quando manifestações pedindo a renúncia do ditador Kadhafi, há 42 anos no poder, se tornaram confrontos violentos e passaram a ser reprimidos com força pelo regime. No dia 17 deste mês, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução que valida quaisquer medidas necessárias para impedir um massacre de civis. Dois dias depois, a coalizão internacional liderada por Estados Unidos, França e Grã-Bretanha começou a bombardear a Líbia. Atualmente o comando das operações está com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Alvos civis

Os ataques aéreos da Otan na Líbia estão sendo restritos pelo posicionamento de forças de Muammar Kadhafi junto a civis, disse a França nesta quarta-feira (6) depois de os rebeldes acusarem o Ocidente de fazer pouco para deter o cerco do ditador líbio a Misrata.

Autoridades da Otan declararam que sua campanha aérea de seis dias agora se concentra em Misrata, único grande centro urbano no leste líbio onde a revolta popular contra Kadhafi não foi suprimida e sob bombardeio diário e fogo de atiradores de elite.

O líder do exército rebelde da Líbia acusou a Otan de ser muito lenta para ordenar incursões aéreas para proteger civis, o que permite às forças de Kadhafi massacrar a população de Misrata.

O ministro das Relações Exteriores francês, Alain Juppe, disse que as operações da Otan estão se tornando mais complicadas pelo fato de que as forças de Kadhafi com frequência se posicionam perto de civis como proteção tática contra os ataques das aeronaves. 'Solicitamos formalmente que não haja danos colaterais para a população civil', afirmou ele à rádio France Info. 'Isto obviamente torna as operações mais difíceis.'

Ele disse que irá abordar o assunto em breve com o chefe da Otan, acrescentando que a agonia de Misrata 'não pode continuar', mas que 'a situação não é clara, há o risco de ficarem estagnados'. Abdel Fattah Younes, líder das forças rebeldes, disse em Benghazi, reduto insurgente no leste, que a Otan os decepcionou. 'A Otan nos abençoa vez por outra com um bombardeio aqui e ali, e deixa o povo de Misrata morrer a cada dia. A Otan nos decepcionou', declarou ele aos repórteres na terça-feira.

Ecoando Juppe, o chefe das Forças Armadas da França expressou sua frustração com o ritmo das operações da Otan. 'Gostaria que as coisas fossem mais rápidas, mas como vocês sabem bem, proteger civis significa não atirar próximo a eles', disse o almirante Edouard Guillaud em entrevista à rádio Europe 1. 'É precisamente esta a dificuldade.'

Ele disse que as forças da Otan concentram seu poder de fogo em Misrata, onde os rebeldes assumiram o controle da zona portuária, enquanto tentam impedir o transporte de armas rumo a Trípoli, capital e base de Gaddafi.

Aviões de guerra do Qatar e dos Emirados Árabes Unidos, países do Golfo Pérsico, participam destas missões, acrescentou Guillaud.      

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