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Kuwait e Jordânia vão dar apoio logístico no ataque à Líbia

Kuwait e Jordânia vão dar apoio logístico no ataque à Líbia

Atualizado: Quarta-feira, 23 Março de 2011 as 3:25

Kuwait e Jordânia contribuirão com apoio logístico às operações da coalizão internacional na Líbia, anunciou nesta quarta-feira (23) o primeiro-ministro britânico, David Cameron, em discurso no parlamento. Ele também expressou sua confiança em arrecadar mais apoio na região para a intervenção na Líbia.

"Receberemos contribuições logísticas de países como Kuwait e também Jordânia. Espero que haja mais apoios em breve", declarou Cameron sua sessão de perguntas semanais no parlamento.     Cameron confirmou, por outra parte, que o Qatar já contribuiu com aviões Mirage e outras aeronaves de apoio. Ao todo, segundo informações de agências internacionais, a coalização trabalha com 150 aeronaves de 11 países.

Na terça-feira, a França e os Estados Unidos anunciaram ter chegado a um acordo em como utilizar a estrutura de comando da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em apoio às forças de coalizão na Líbia, informou, em um comunicado, a assessoria do presidente francês, Nicolas Sarkozy. "Os dois presidentes chegaram a um acordo sobre a como as estruturas de comando da Otan irmão apoiar a coalizão", diz o comunicado, sem mais detalhes.     A informação também foi confirmada pelo porta-voz da Casa Branca, Ben Rhodes, segundo o qual o presidente Barack Obama, a bordo do Air Force One na sua viagem pela América Latina, conversou por telefone com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e com o presidente francês Nicolas Sarkozy.

Segundo Rodhes, os três chegaram a um acordo para que a Otan exerça papel de importância no comando da operação militar na Líbia. "Analisaram também os progressos alcançados para deter o avanço das forças" do líder líbio Muammar Kadhafi sobre Benghazi, explicou Rhodes.

Participação da Otan

A Otan já havia anunciado estar pronta para contribuir com a zona de exclusão aérea determinada por uma resolução da ONU sobre o território da Líbia e também atuar na imposição do embargo de armas, segundo o secretário-geral da aliança atlântica, Anders Fogh Rasmussen.

"A Otan finalizou seus planos militares para ajudar a impor a zona de exclusão aérea", uma missão que agora estão nas mãos de uma coalizão liderada por Estados Unidos, França e Reino Unido, segundo informou Rasmussen em comunicado.

A Otan é uma aliança política e militar formada por 28 países-membros que buscam garantir a paz e a segurança regional. Foi criada em 1949, durante o contexto da Guerra Fria, em contraposição ao Pacto de Varsóvia, que reunia países socialistas do leste europeu e a União Soviética.        

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