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Líbia ameaçou governo britânico no caso Lockerbie, diz WikiLeaks

Líbia ameaçou governo britânico no caso Lockerbie, diz WikiLeaks

Atualizado: Quarta-feira, 8 Dezembro de 2010 as 10

O líder da Líbia, Muammar Gaddafi, ameaçou cortar relações comerciais com o Reino Unido e advertiu o país de que haveria "enormes repercussões" se o responsável pelo atentado de Lockerbie morresse na cadeia, disse nesta quarta-feira o diário britânico The Guardian , citando como fonte despachos diplomáticos obtidos pelo website WikiLeaks.   Abdel Basset al-Megrahi, condenado à prisão perpétua por sua participação na explosão de um avião da Pan Am que sobrevoava a Escócia, em 1988, foi libertado pelas autoridades escocesas em agosto de 2009 por razões humanitárias, já que ele estava com câncer de próstata e se acreditava que teria poucos meses de vida.

A libertação causou indignação nos Estados Unidos, porque 189 das 270 pessoas que morreram no ataque eram norte-americanas, e o fato de ele permanecer vivo vinha levantando suspeitas sobre os motivos de sua libertação.

"Os líbios disseram sem rodeios ao governo de Sua Majestade que haverá "repercussões enormes" para as relações bilaterais entre o Reino Unido e a Líbia se a libertação antecipada de Megrahi não for conduzida apropriadamente", disse o diplomata Richard LeBaron, dos EUA, em um despacho enviado a Washington em outubro de 2008.

"Ameaças específicas incluem a cessação imediata de todas as atividades comerciais britânicas com a Líbia, redução ou corte de relações diplomáticas e manifestações contra instalações do Reino Unido", disse o embaixador dos EUA Gene Cretz.

Autoridades líbias deram a entender que as atividades de diplomatas e outros cidadãos britânicos na Líbia ficariam sob risco.    

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