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Liga Árabe e Síria fecham acordo para encerrar crise política, diz TV

Liga Árabe e Síria fecham acordo para encerrar crise política, diz TV

Atualizado: Terça-feira, 1 Novembro de 2011 as 1:21

O ministro de Relações Exteriores da Argélia, Mourad Medelici, disse nesta terça-feira (1º) que a comissão da Liga Árabe encarregada de buscar um fim à violência na Síria chegou a um acordo com as autoridades do país, disse a emissora de televisão Al Arabiya.

A Al Arabiya não deu mais detalhes, e autoridades sírias que foram questionadas por telefone não quiseram comentar as informações.

Diplomatas egípcios e argelinos no Cairo, onde os ministros de Relações Exteriores dos países da Liga Árabe devem reunir-se na quarta-feira, disseram não estar informados sobre se houve um acordo.

Os ministros da Liga Árabe se reuniram com autoridades sírias no Catar no domingo para buscar uma forma de pôr fim ao derramamento de sangue na Síria. O presidente sírio, Bashar al Assad, vem comandando uma repressão militar há sete meses às manifestações pró-democracia contra seu governo de 11 anos.

Manifestantes protestam neste domingo (30) na cidade síria de Homs contra o governo de Bashar al Assad (Foto: AFP) Diplomatas árabes disseram na segunda-feira que o plano pedia à Siria a libertação imediata de prisioneiros mantidos desde fevereiro, a retirada das forças de segurança das ruas, a permissão para o monitoramento por forças da Liga Árabe e o início de diálogos com a oposição.

O primeiro-ministro do Catar, o xeque Hamad bin Jassim al-Thani, cujo país lidera a comissão, também disse que Assad deveria iniciar reformas sérias se a Síria quiser evitar mais violência.

A Organização das Nações Unidas afirma que mais de 3 mil pessoas foram mortas durante a repressão na Síria. O governo diz que grupos armados mataram mais de 1.100 membros das forças de segurança.

Rússia

A Rússia anunciou se opõe a qualquer intervenção militar na Síria nos moldes da operação da Aliança Atlântica na Líbia, segundo o ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov.

"Temos muitas questões (...) após a resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a Líbia (..) e o drama" que se seguiu, disse Lavrov durante uma entrevista coletiva à imprensa em Abu Dhabi ao lado de seu homólogo dos Emirados Árabes, xeque Abdallah ben Zayed al-Nahyane.

Ele assegurou que seu país "não permitirá que uma coisa parecida ocorra na Síria".

O presidente Assad havia pedido no domingo à Rússia que mantivesse o apoio ao seu país frente às condenações ocidentais à repressão das manifestações pedindo a sua saída, em uma entrevista à televisão russa.

Este apelo foi feito menos de um mês após uma declaração do presidente russo Dmitri Medvedev, na qual pediu pela primeira vez ao presidente sírio que aceite reformas ou renuncie.

Mas a Rússia continua a apoiar a Síria no Conselho de Segurança da ONU e bloqueou até o momento todos os projetos de sanções.          

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