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Liga Árabe pede ação a Obama para que o Estado Palestino seja criado

Liga Árabe pede ação a Obama para que o Estado Palestino seja criado

Atualizado: Sexta-feira, 20 Maio de 2011 as 3:30

O líder da Liga Árabe, Amr Moussa, pediu ao presidente norte-americano, Barack Obama, que persista em seu apoio a um Estado Palestino baseado nas fronteiras de 1967, relatou a agência de notícias estatal egípcia Mena nesta sexta-feira (20).

Obama reafirmou o comprometimento dos EUA com a segurança de Israel na quinta-feira e pediu um acordo de paz que resulte em dois Estados, israelense e palestino, compartilhando a fronteira que existia antes de Israel ocupar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza na Guerra dos Seis Dias em 1967.

'A questão palestina está no cerne da instabilidade no Oriente Médio ', disse Moussa, solicitando aos Estados Unidos que ajam 'nas próximas semanas e nos próximos meses para estabelecer um Estado palestino baseado nas fronteiras de 1967 tendo Jerusalém Oriental como sua capital'.

Palestina passa em frente a TV que passa discurso de Obama nesta quinta-feira (19) em Nablus, na Cisjordânia (Foto: AP)  

O apoio de Obama à exigência central dos palestinos sobre as fronteiras de um futuro Estado com Israel marca uma mudança de política, mas não proporcionou medidas claras para um acordo de paz.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a proposta de Obama deixaria seu Estado 'indefensável'.

'Os interesses dos EUA estão interconectados com as profundas transformações que a região testemunha', teria dito Moussa, descrevendo a mudança como uma oportunidade para os Estados Unidos adotarem 'políticas novas e equilibradas'.

'Deve haver equilíbrio na conversa sobre segurança de todas as partes, e não somente a segurança de Israel, sem atenção com a segurança de outros', acrescentou.

Obama criticou o plano palestino de buscar o reconhecimento de seu Estado na Assembleia Geral da ONU, mas Moussa declarou nesta sexta-feira que qualquer tentativa de levar a questão palestina a fóruns internacionais é 'uma medida legítima'.

Moussa, que também almeja se tornar o próximo presidente do Egito, acolheu a promessa de Obama de apoiar as economias egípcia e tunisiana, que recentemente depuseram seus líderes.

O presidente norte-americano prometeu o perdão de 1 bilhão de dólares da dívida e outras formas de apoio econômico para o Egito, cuja economia foi duramente golpeada pelo levante que afastou turistas e investidores.        

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