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Lobão diz que Brasil fica de fora da Opep porque não quer exportar petróleo bruto

Lobão diz que Brasil fica de fora da Opep porque não quer exportar petróleo bruto

Atualizado: Quarta-feira, 17 Setembro de 2008 as 12

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou segunda-feira, dia 15 de setembro, que o Brasil recusou convite da Arábia Saudita, feito em encontro recente de países produtores, para ingressar no seleto grupo das nações que compõem a Organização dos Países Exporadores de Petróleo (Opep) porque não é intenção do governo brasileiro exportar petróleo bruto, mas sim derivados.

A mesma justificativa foi apresentada, na Rio Oil & Gas, feira do setor de petróleo e gás, pelo diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, para quem a decisão de exportar derivados advém do fato de agregar valor ao petróleo extraído em solo nacional."O Brasil não vai ser um grande exportador de petróleo, isto já está definido. O Brasil foi convidado a participar da Opep e não aceitou porque a nossa prioridade é refinar aqui dentro e exportar derivados", afirmou Costa.

O ministro disse que a atividade do refino, além de agregar valor ao petróleo, vai gerar emprego e renda. "Parte significativa das encomendas para a operacionalização das refinarias a serem construídas serão feitas no Brasil, gerando emprego e renda e movimentando a economia. Se nós não confiarmos em nós mesmos, quem vai confiar?", questionou. Para Lobão, o Brasil passa por um momento de grande expectativa em relação aos rumos da indústria e isto é o resultado da abertura promovida em 93.

"Desde então, 711 blocos foram concedidos nas oito rodadas realizadas. Foram feitos investimentos de cerca de US$ 50 bilhões, somente em exploração, por parte das empresas que para cá vieram. E, com índices de nacionalização de bens e serviços entre 57% a 75%, em 2007, foram gerados 350 mil novos postos de trabalho e US$ 7,5 bilhões de dólares em encomendas, que incrementaram a economia do país", registrou o ministro.

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