
Mais de 100 corpos, alguns queimados vivos e outros jogados em um poço, foram encontrados nas últimas 24 horas por funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU) na Costa do Marfim , disseram autoridades da ONU nesta sexta-feira (8). Cerca de 60 corpos foram encontrados em Guiglo, 15 corpos na cidade de Duekoue, no oeste do país, e cerca de 40 em Bloloquin, todos na quinta-feira, disse o porta-voz de direitos humanos da ONU Rupert Colville em entrevista em Genebra.
A atual onda de violência que tomou conta do país começou em novembro do ano passado, depois das eleições presidenciais. A ONU confirmou a vitória de Alassane Ouattara, mas o atual líder do país, Laurent Gbagbo, recusou-se a aceitar a derrota, reavivando uma guerra civil que a eleição pretendia encerrar. As agências humanitárias da ONU lançaram um apelo pela abertura de corredores humanitários na Costa do Marfim para ajudar os refugiados que fogem da violência. "O Programa Mundial de Alimentos e outras agências pedem a abertura de corredores humanitários na Costa do Marfim", informou o PMA, que disse ter distribuído mantimentos para seis dias na cidade de Duekoue (oeste), onde milhares de pessoas se refugiaram.
França
A França saudou nesta sexta-feira o discurso que o presidente eleito da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, dirigiu aos marfinenses e considerou que "a era Gabgbo está encerrada", ao referir-se ao atual presidente Laurent Gabgbo, que continua no bunker de sua residência em Abidjan.
"A era Gbagbo está encerrada. Entremos na era pós-Gbabgo", afirmou o porta-voz do ministério francês das Relações Exteriores, Bernard Valero, indagado sobre o discurso que na noite de quinta-feira o presidente reconhecido pela comunidade internacional dirigiu pela televisão aos marfinenses.
O porta-voz saudou o discurso do novo presidente no qual ele fez um chamado solene a favor da reconciliação de todos os marfinenses.
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