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Mais de 120 brasileiros não conseguem deixar a Tailândia por causa dos protestos no país

Mais de 120 brasileiros não conseguem deixar a Tailândia por causa dos protestos no país

Atualizado: Terça-feira, 2 Dezembro de 2008 as 12

Mais de 120 brasileiros estão sem poder deixar a Tailândia por causa dos protestos contra o primeiro-ministro Somchai Wongsawat, segundo informações da BBC Brasil. Wongsawat é aliado do ex-primeiro ministro Thaksim Shinawatra, acusado de corrupção e visto como “desleal” ao rei.

Os brasileiros estão sem poder deixar o país por causa da interrupção dos vôos no aeroporto internacional de Bangcoc que há mais de uma semana está ocupado por manifestantes.

De acordo com informação da embaixada do Brasil em Bangcoc, uma das dificuldades para alugar um avião que resgate os brasileiros é que essas  pessoas vêm de várias partes, como Europa, Japão, África do Sul. Além disso, há muitos que compraram pacotes de viagem e não têm como pagar uma nova passagem internacional. Enquanto isso, os brasileiros aguardam um possível acordo com companhias aéreas internacionais para permitir a volta para casa.

As opções ainda estão sendo avaliadas e a embaixada não descartou fretar um avião até Hong Kong ou Cingapura, de onde os brasileiros poderiam seguir para seus respectivos destinos. Amanhã, os representantes consulares devem se reunir com o grupo de brasileiros que estão em Bangcoc para buscar uma solução.

O embaixador do Brasil em Bangcoc, Edgard Telles Ribeiro disse que não há nenhum brasileiro em estado grave de saúde, mas a prioridade para deixar a região será dada a quem tiver problemas de saúde.

Há mais de sete dias os manifestantes da Aliança Popular pela Democracia estão acampados no aeroporto de Bangcoc. A estimativa é de que cerca de 100 mil turistas de vários países estejam presos na Tailândia. As perdas no setor de turismo chegam a US$ 85 milhões por dia.

A Aliança Popular pela Democracia é um movimento de oposição que reúne cidadãos da classe média, empresários e monarquistas, que reivindicam a saída do atual primeiro-ministro.

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