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Mais um refém das Farc será resgatado hoje com ajuda de militares do brasileiros

Mais um refém das Farc será resgatado hoje com ajuda de militares do brasileiros

Atualizado: Terça-feira, 30 Março de 2010 as 12

Os militares brasileiros que integram a operação de resgate de mais um refém das Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc) reiniciaram hoje, dia 30, a última etapa da ação, segundo informações de especialistas à Agência Brasil.

O objetivo é resgatar o sargento Pablo Emilio Moncayo - que está em poder da guerrilha há 12 anos. A primeira etapa da operação foi realizada no domingo, dia 28,, quando houve o resgate do soldado profissional Josué Daniel Calvo Sánchez.

A expectativa é que a operação seja realizada a partir das 18h, de acordo com informações do Alto Comissariado pela Paz e o Alto Conselho de Reintegração, da Cruz Vermelha Internacional e das Forças Armadas. Pelos dados de especialistas brasileiros, ainda restam 20 militares em poder das Farc.

No último domingo, Calvo, que há 11 meses estava em poder das Farc, foi libertado. Para isso houve uma ação conjunta da senadora Piedad Córdoba - que lidera as negociações com as Farc e faz oposição ao governo da Colômbia -, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, e dos militares brasileiros. Para a ação ser efetivada o Exército colombiano suspendeu as ações no Sul do país, de modo a evitar confrontos com os guerrilheiros.

A operação de resgate dos dois militares é planejada desde o final do ano passado. Seguindo orientação das Farc, a operação foi planejada para dias e locais diferentes – um para cada refém.

Inicialmente a ideia era resgatar Moncayo e depois Calvo, mas a ordem foi invertida. Frank Peal,  do Alto Comissariado pela Paz e do Alto Conselho de Reintegração, afirmou que a primeira etapa da ação foi concluída meia hora antes do esperado - por volta das 14h (horário de Bogotá).

No entanto, uma das negociações articuladas preliminarmente foi alterada e se refere ao traslado dos restos mortais do major Julián Ernesto Guevara, morto em cativeiro. Especialistas brasileiros informaram à Agência Brasil, porém, que o traslado não deve ser efetivado.

A função dos militares brasileiros, que pilotam os helicópteros, é ajudar no transporte dos dois reféns. Em seguida eles voltam ao Brasil. Especialistas informaram à Agência Brasil que os militares brasileiros são elogiados pela técnica, discrição e agilidade no apoio logístico. Segundo os negociadores, o papel do Brasil é de sustentação técnica à operação.

Desde ontem, representantes do Alto Comissariado pela Paz e do Alto Conselho de Reintegração, da Cruz Vermelha Internacional, a senadora Piedad Córdoba, o general Freddy Padilla de León, comandante-chefe das Forças Armadas, estão na cidade de Florencia, no Sul da Colômbia. Todas as ações do Exército na região foram suspensas.

Do lado brasileiro, apenas militares participam diretamente da operação, mas as negociações foram orientadas pelo assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia.

Por: Renata Giraldi

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