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Manifestações contra o Japão por questão territorial crescem na China

Manifestações contra o Japão por questão territorial crescem na China

Atualizado: Terça-feira, 26 Outubro de 2010 as 9:46

A principal autoridade do setor de segurança interna da China fez um chamado à população para que respeite a lei ao expressar seu patriotismo, num momento em que despontam no país protestos contra o Japão. Nesta terça-feira (26), houve novas manifestações contra o Japão, depois de um protesto que na segunda-feira acabou tendo o governo chinês como alvo.

Zhou Yongkang, o principal dirigente do Partido Comunista na segurança interna, fez os comentários para altos funcionários em uma reunião na segunda-feira, depois que protestos no fim de semana contra o Japão em duas cidades chinesas, Lanzhou e Baoji, atraíram centenas de manifestantes.

"Nós temos de reforçar o trabalho de propaganda e opinião para orientar o público a expressar suas aspirações patrióticas de uma maneira ordenada e racional, de acordo com a lei, protegendo a estabilidade política e social", disse Zhou aos funcionários, segundo o Diário do Povo, principal jornal do PC.

As relações entre a China e o Japão, as duas maiores economias da Ásia, se tornaram ácidas no mês passado depois que a guarda costeira japonesa prendeu o capitão de um barco pesqueiro chinês, após uma colisão perto de ilhas disputadas pelos dois países no Mar do Leste da China.   Nesta terça-feira, ocorreu um novo protesto, em Chongqing. Cerca de 500 manifestantes se reuniram diante do edifício que abriga o consulado do Japão nessa cidade do sudoeste do país.

Estudantes e outras pessoas jovens seguravam bandeiras chinesas e cartazes exigindo que o Japão abandone sua reivindicação sobre as ilhas no Mar do Leste da China, que o país chama de Diaoyu e o Japão, de Senkaku.

"As ilhas Diaoyu pertencem à China", gritaram algumas pessoas, na segunda-feira, enquanto a polícia se mantinha à distância. "Abaixo com os diabos japoneses, boicotem os produtos japoneses", dizia um cartaz.

Os manifestantes exigiam que o governo adote uma posição mais dura contra o Japão, seguindo a linha de manifestações semelhantes de milhares de chineses e japoneses na semana passada, cada qual reivindicando o domínio de seu país sobre as ilhas.

Em Baoji, pequena cidade na província de Shaanxi, no norte da China, uns poucos manifestantes dirigiram sua revolta contra o governo chinês, criticando a corrupção e o alto custo da moradia, e mostrando um cartaz que exigia um sistema multipartidário, segundo imagens e relatos exibidos em Hong Kong e no Japão.

O PC sempre manteve o temor de que protestos contra alvos estrangeiros acabem se tornando um catalisador para o descontentamento interno, que poderia pôr em risco o regime de partido único.

Esse tipo de manifestação antigovernamental é considerada ilegal e seus organizadores correm o risco de ser presos.    

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