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Manifestantes decidem intensificar bloqueios de estradas da Bolívia

Manifestantes decidem intensificar bloqueios de estradas da Bolívia

Atualizado: Segunda-feira, 22 Setembro de 2008 as 12

Organizações sindicais bolivianas favoráveis ao presidente Evo Morales decidiram intensificar o bloqueio de estradas que levam ao departamento (estado) de Santa Cruz depois que prefeitos e governadores da oposição se negaram a firmar um entendimento com o governo para convocar um referendo sobre a reforma constitucional. As informações são da agência argentina Telam.

Ontem, dia 21 de setembro, Morales disse que não abre mão de convocar o referendo constitucional até o próximo dia 1º, contrariando proposta da oposição de adiar por 30 dias o anúncio.

Já os representantes da oposição defendem mais tempo para a discussão. De acordo com a BBC Brasil, em comunicado, os governadores contrários ao presidente informaram que as mesas que discutem as autonomias dos departamentos e a arrecadação do setor petroleiro vão continuar e os resultados deverão ser divulgados na quinta-feira, dia 25 de setembro.

No texto, eles lembram ainda que o pré-acordo, assinado na semana passada com o governo, prevê um prazo de um mês, no mínimo, para a definição da data do referendo sobre a Carta Magna.

"Não podemos firmar algo que signifique aprovar às cegas o novo texto constitucional. O que queremos é agilizar o máximo possível o diálogo, mas que se respeitem os prazos estabelecidos no documento em que fixamos as condições", disse o prefeito do departamento de Tarija, Mario Cossío.

No entanto, os dirigentes dos sindicatos, apoiadores de Morales, argumentam que os opositores decidiriam utilizar o diálogo para evitar que os movimentos sociais se aproximem do Congresso Nacional até que a lei que convoque o referendo seja aprovada.

"Não vamos permitir mais esse abuso, [os opositores] não querem firmar o acordo e estão querendo fracassar o diálogo. Antes disso, decidimos radicalizar o bloqueio dos caminhos a Santa Cruz até que se firme um acordo. Essa é uma decisão orgânica e ninguém vai nos fazer mudar", afirmou o presidente da Coordenação Nacional para a Mudança, Fidel Surco, segundo a agência Telam.

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