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Manifestantes reforçam pedido de liberdade de Xiaobo em Hong Kong

Manifestantes reforçam pedido de liberdade de Xiaobo em Hong Kong

Atualizado: Segunda-feira, 11 Outubro de 2010 as 9:22

Manifestantes do Partido Democrata de Hong Kong e da Organização Defensores dos Direitos Humanos na China reforçaram nesta segunda-feira (11) em Hong Kong o pedido de liberdade do dissidente chinês Liu Xiaobo, laureado com o Nobel da Paz 2010 na sexta-feira (8) e preso desde dezembro de 2009.   Xiaobo dedicou neste domingo (10) seu prêmio às vítimas do massacre da Praça da Paz Celestial de 1989, informou a ONG Human Rights in China, baseada em Nova York.

A informação foi dada à entidade pela poetisa Liu Xia, mulher de Xiaobo, que falou com ele na prisão neste domingo. Segundo a Human Rights in China (HRIC), o encontro do dissidente com sua esposa durou cerca de uma hora, quando ele foi informado sobre sua premiação.

Liu afirmou ainda que as vítimas de Tiananmen deram sua vida "pela paz, liberdade e democracia".   Os dissidentes do governo chinês celebraram neste sábado a atribuição do Nobel da Paz de 2010 ao ativista , mas temiam uma nova onda de repressão, depois da relatada prisão de militantes ocorrida logo depois do anúncio do prêmio.

Na sexta-feira à noite, a polícia deteve dezenas de partidários de Xiaobo que comemoravam o prêmio, disseram neste sábado o advogado Teng Biao e uma organização de defesa dos direitos humanos.A Organização Defensores dos Direitos Humanos na China, com sede em Hong Kong, também falou em prisões.   Já o jornal oficial "Global Times" reafirmou a posição do governo, de que o comitê do Nobel se "desonrou" e que o prêmio virou "um instrumento político a serviço de motivações antichinesas".

Em editorial, o jornal aludiu à premiação do Dalai Lama, líder espiritual do Tibete, ocorrida em 1989.

Nos principais portais chineses, uma busca pelas palavras "prêmio Nobel da Paz" ou "liu Xiaobo" não dava resultados. Vários internautas, acostumados à censura, citavam Xiaobo de maneira indireta.

A TV oficial chinesa não falou sobre o assunto, e reportagens de cadeias estrangeiras como a CNN e a TV5 foram censuradas.

Professor e defensor da democracia na China, Xiaobo vai receber um prêmio de U$ 1,5 milhão (cerca de R$ 2,7 milhões).

Pressão

Líderes mundiais e organizações pró-direitos humanos reforçaram na sexta os pedidos para que o governo da China liberte Xiaobo. O presidente dos EUA, Barack Obama, que recebeu o prêmio em 2009, pediu à China que liberte Xiaobo . O Dalai Lama também.     Postado por: Guilherme Pilão

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