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Mantega já admite crescimento menor do PIB neste ano

Mantega já admite crescimento menor do PIB neste ano

Atualizado: Terça-feira, 23 Agosto de 2011 as 1:37

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que o crescimento da economia brasileira pode ser menor neste ano. Até o momento, ele vinha prevendo uma taxa de expansão de pelo menos 4,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2011. Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal nesta terça-feira (23), porém, ele admitiu que o crescimento pode ficar em 4%, mas não abaixo disso.

Mantega comentou o resultado do IBC-Br do Banco Central. O índice registrou a primeira queda, em junho, desde o fim de 2008. No segundo trimestre, os dados do IBC-Br, considerada uma "prévia" do PIB registrou alta de 0,69%, contra um crescimento de 1,13% nos três primeiros meses deste ano - na comparação com o fim de 2010.

"O IBC-Br é uma previsão. Mas, de fato, a economia vem se desacelerando porque o governo vem promovendo essa desaceleração. Em 2010, cresceu 7,5% e o governo tomou várias medidas, principalmente monetárias [subida da taxa de juros pelo BC], para desacelerar. Devemos ter um crescimento de 0,8% no segundo trimestre. Contra um crescimento de 1,3% [do PIB] no primeiro trimestre. É uma trajetória já esperada. No terceiro trimestre, teremos uma economia menos acelerada", afirmou o ministro.

Mantega diz que o Ministério da Fazenda segue prevendo uma expansão de 4,5% para 2011, mas confirmou que a expansão pode ficar abaixo disso. "Não acredito que vá além [menos] de 4% [o crescimento do PIB em 2011]. Não é mal para um ano de transição [para um processo de crescimento sustentado da economia]. É suficiente para continuar gerando arrecadação e o primário [economia feita para pagar juros da dívida pública]", declarou ele.

O próprio mercado financeiro vem reduzindo, nas últimas semanas, sua previsão para o crescimento da economia brasileira neste ano por conta dos efeitos da segunda etapa da crise financeira internacional - que começou após as dificuldades do presidente dos EUA, Barack Obama, em aumentar o limite de endividamento do país, e o subsequente rebaixamento da nota dos Estados Unidos pela agência de classificação de risco Standard & Poors. Para os economistas do mercado, o crescimento do PIB brasileiro neste ano ficará em torno de 3,9%.          

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