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Militar que matou civis afegãos 'por diversão' pega perpétua nos EUA

Militar que matou civis afegãos 'por diversão' pega perpétua nos EUA

Atualizado: Sexta-feira, 11 Novembro de 2011 as 9:22

O chefe de uma unidade do Exército dos Estados Unidos no Afeganistão que matou vários civis desse país por diversão foi condenado à prisão perpétua na quinta-feira (10) ao final do julgamento por 15 crimes, incluindo três assassinatos premeditados.

O sargento Calvin Gibbs foi considerado culpado de todas as acusações contra ele devido a seu papel nas mortes que ocorreram na província afegã de Kandahar.

Os cinco membros da Corte Marcial deram seu veredicto após um julgamento que durou uma semana, mas apesar da pena de prisão perpétua, o condenado poderá pedir liberdade condicional após cumprir dez anos de detenção.

Gibbs, de 26 anos, liderou o chamado "time da morte", responsável por uma série de execuções de civis afegãos entre janeiro e maio do ano passado.

Calvin Gibbs no tribunal nesta quinta-feira (10) (Foto: AP) Três membros dessa unidade do exército já se declararam culpados em um escândalo que ameaça manchar a imagem dos militares americanos, como ocorreu após os abusos na prisão de Abu Ghraib no Iraque, revelados em 2004.

O júri não aceitou os argumentos de Gibbs de que estava respondendo legitimamente a um ataque quando mataram os afegãos, antes de se apoderar de partes dos corpos e tirar fotos com os cadáveres.

Além disso, o sargento foi declarado culpado de ter colocado armas nos corpos dos civis mortos para que parecessem combatentes, e de ter arrancado os dedos e os dentes das vítimas para mostrá-los a seus colegas, algo que ele mesmo admitiu.

"Na minha cabeça, foi como guardar o chifre de um cervo que tinha caçado", afirmou na última sexta-feira ao expor sua versão dos fatos.          

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