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Mísseis vindos do Egito atingem a fronteira entre Israel e Jordânia

Mísseis vindos do Egito atingem a fronteira entre Israel e Jordânia

Atualizado: Sexta-feira, 23 Abril de 2010 as 12

Depois da retomada dos disparos de foguetes de Gaza, nas últimas semanas, contra o sul de Israel, mísseis vindos do Sinai, no Egito, atingiram ontem a fronteira israelense com a Jordânia. A ação ocorre dias depois de o presidente Shimon Peres ter acusado a Síria de fornecer Scuds para o Hezbollah, no Líbano.

Segundo autoridades jordanianas, dois foguetes Grad, de origem russa, atingiram Aqaba, na Jordânia, depois de terem sido disparados do Sinai. Ninguém reivindicou o ataque, que tinha como alvo a cidade israelense de Eilat, na costa do Mar Vermelho. O ataque ocorreu uma semana depois de o governo israelenses ter alertado para que cidadãos do país se retirem do Sinai.

Mais grave para os israelenses é a informação de que a Síria teria transferido Scuds para o Hezbollah. Esses mísseis traumatizaram a população israelense durante a Guerra do Golfo (1991), quando foram utilizados pelo então ditador iraquiano Saddam Hussein. Desta vez, Damasco e a organização libanesa negaram a transferência, que seria uma violação de resoluções da ONU.

Os EUA, que têm se reaproximado da Síria, buscam evitar se envolver diretamente na questão. Autoridades americanas, porém, dizem haver informações de que os sírios realmente teriam fornecido os mísseis para o Hezbollah. Jeffrey Feltman, subsecretário de Estado para o Oriente Médio, defendeu a aproximação com a Síria e disse que o governo tem buscado respostas de Damasco sobre o episódio dos mísseis.

O premiê do Líbano, Saad Hariri, rejeitou as acusações de que tenha havido a transferência de armas dos sírios para o Hezbollah. Sua posição tem peso porque o premiê possui ótimas relações com os EUA e é rival tanto da Síria, a quem acusa de ter assassinado seu pai, como do Hezbollah.

Analistas do diário israelense Haaretz dizem que essa é apenas a versão oficial de Hariri, que teme uma guerra. O blog político Qifa Nabki, o mais popular no Líbano, ironiza a questão, dizendo que o Hezbollah já tem armas capazes de atingir Tel-Aviv.

Por: Gustavo Chacra

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