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Morales toma posse hoje para mais cinco anos de poder na Bolívia

Morales toma posse hoje para mais cinco anos de poder na Bolívia

Atualizado: Sexta-feira, 22 Janeiro de 2010 as 12

O Ministério do Trabalho decretou feriado hoje, 22 de janeiro, na Bolívia. É o dia da cerimônia de recondução ao poder do presidente reeleito Evo Morales. Ele terá mais cinco anos no cargo em continuidade à primeira gestão - que foi de quatro anos. Pelo programa oficial, serão quase dez horas e nove solenidades distintas. No encerramento, haverá festa popular no Estádio Hermano Siles, em La Paz (capital administrativa).

Para a próxima etapa de governo, Morales tem de enfrentar alguns desafios. Com 27,7%  da população na faixa de pobreza, segundo dados oficiais, e 10,2% desempregados, de acordo com o Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Trabalho e da Agricultura, o presidente deve buscar meios de atender às expectativas dessas pessoas.

Outro problema na Bolívia é a ausência de infraestrutura de saneamento básico - como rede de esgotos, de água tratada e viária. Nem as principais cidades do país escapam dessas dificuldades, como  La Paz, Santa Cruz de La Sierra e Cochabamba.

Porém, o dia hoje será dedicado a festas na Bolívia. Para representar o Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou o assessor especial para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. Desde ontem, Garcia está em La Paz para acompanhar todas as solenidades promovidas por Morales.

Ontem, dia 21, o presidente reeleito foi submetido a um “ritual de limpeza”. É uma cerimônia típica dos povos indígenas pré-incas. Para eles, as energias dos ancestrais devem ser atraídas como garantia para Morales de sabedoria, êxito e prosperidade. O local escolhido foi um dos cartões postais da Bolívia - as ruínas de Tiwanaku a 75 quilômetros de La Paz.

Depois de promover mudanças na legislação eleitoral, Morales foi reeleito em dezembro com 64% dos votos. O próximo desafio dele é garantir maioria nas eleições regionais. Em 4 de abril, os bolivianos vão às urnas para a escolha de nove governadores, 234 deputados estaduais, 327 prefeitos e 1.700 conselheiros municipais.

Por: Renata Giraldi

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