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Moscou enfrenta dia mais quente em 130 anos, com mais de 37ºC

Moscou enfrenta dia mais quente em 130 anos, com mais de 37ºC

Atualizado: Segunda-feira, 26 Julho de 2010 as 5:18

Moscou enfrentou nesta segunda-feira seu dia mais quente desde que as temperaturas começaram a ser registradas, há 130 anos, com os termômetros marcando 37,4ºC pela primeira vez. Pequenos incêndios deixaram a cidade encoberta de fumaça.

Uma onda de calor tem atingido as partes centrais da Rússia na Europa e a Sibéria desde junho, destruindo plantações em uma área de tamanho equivalente a Portugal. Grupos ativistas, como o Greenpeace, alegam que isso é um sinal do aquecimento global.

"O recorde de todos os tempos foi quebrado, nunca registramos um dia tão quente antes", disse Gennady Yeliseyev, vice-chefe da agência meteorológico russa.

O recorde anterior foi de 36,8ºC, registrado em 7 de agosto de 1920. Mas esse novo recorde deve ser deixado para trás até quarta-feira, acredita Yeliseyev.

Os moradores de Moscou têm sofrido para lidar com o calor. Lojistas esgotaram seus estoques de ventiladores e ar condicionados, e a maioria dos bares e cafés fica sem gelo e cerveja gelada no começo da tarde.

As mulheres usam guarda-chuvas para se proteger do sol na Red Square. Blogueiros começaram a reclamar de homens viajando sem camisa no metrô.

"Esse verão está muito difícil, fisicamente e emocionalmente",disse a contadora Marina Veselkova, tentando se refrescar em uma fonte em frente ao Teatro Bolshoi.

"Vou para a praia nos fins de semana, mas é difícil nadar porque a água está quente demais", disse o office boy Alexander.

O Ministério de Emergência disse que 34 pequenos incêndios e 26 incêndios florestais foram registrados nesta segunda-feira nas redondezas de Mosco.

"Os moradores terão de inalar fumaça por mais dois meses, ou dois meses e meio", disse Alexei Iaroshenko, chefe do programa florestal do Greenpeace na Rússia.

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