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Mundo desenvolvido enfrenta crise com 'insensatez', diz Dilma

Mundo desenvolvido enfrenta crise com 'insensatez', diz Dilma

Atualizado: Quinta-feira, 20 Outubro de 2011 as 2:06

A presidente Dilma Rousseff voltou criticar nesta quinta-feira (20) a atuação dos países desenvolvidos para enfrentar a crise financeira internacional. Em discurso na Assembleia Nacional de Angola, em Luanda, Dilma afirmou que "parte do mundo desenvolvido continua a trilhar o caminho da insensatez".

"Nesse momento em que o mundo se debate numa das maiores crises econômicas da história, vosso país [Angola] segue crescendo. O crescimento é fruto da tenacidade de seu povo e da responsabilidade de seu governo que vem adotando políticas equilibradas enquanto parte do mundo desenvolvido continua a trilhar o caminho da insensatez", discursou a presidente.

Dilma participa nesta quinta-feira de solenidade no monumento ao primeiro

 presidente da Republica de Angola, Antonio Agostinho Neto, em Luanda. (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR) Dilma disse que Angola, "assim como o Brasil", vêm crescendo porque tem privilegiado ações sociais de combate à pobreza e criação de empregos. "Nossos países fugiram do receituário conservador que tão bem conhecemos na América Latina. (...) O momento exige políticas macroeconômicas sadias para proteger nossas nações do contágio da recessão e do desemprego."

A presidente novamente cobrou a reforma no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), no qual o Brasil tem assento provisório e pleiteia lugar permanente.

"Países emergentes como os nossos são chamados a ocupar o espaço que lhes cabe. A concentração do poder nos órgãos multilaterais que hoje representam sobretudo os países desenvolvidos está ultrapassada e representa uma ordem internacional que não mais existe", disse ela.

Para Dilma, a representação "não reflete a realidade e a força emergente dos países em desenvolvimento".   Parceria com Angola

Dilma também classificou a parceria com Angola como "um exemplo de cooperação entre emergentes". Ela pediu aos empresários brasileiros que atuam em Angola que "aceitem a orientação, os planos e planejamento que o governo de Angola estabelece". Além disso, pediu preferência para geração de emprego em Angola.

"Angola é parte constitutiva da nacionalidade brasileira, de nosso sangue, de nossa trajetória, de nossa diversidade étnica e cultural", afirmou ela, lembrando que o Brasil tem a maior população negra no mundo depois da Nigéria.

Mais tarde, durante almoço em sua homenagem, a presidente reafirmou que considera uma "parceria estratégica" a que mantém com o país anfitrião e disse que Angola é um exemplo de como alcançar a paz. "Aos povos em guerra, este país é exemplo de como é possível construir a paz, de como é possível a reconstrução nacional no pleno gozo das liberdades democráticas."

Angola é o último dos três países africanos visitados por Dilma, que já passou pela África do Sul e Moçambique .

A presidente Dilma Rousseff chega nesta quarta à capital da Angola, Luanda,

 seu último destino em seu primeiro giro pela África. (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)          

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