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Na Cisjordânia, palestinos celebram pedido histórico na ONU

Na Cisjordânia, palestinos celebram pedido histórico na ONU

Atualizado: Sexta-feira, 23 Setembro de 2011 as 3:58

Multidões de palestinos celebram nesta sexta-feira (23) nas grandes cidades da Cisjordânia o pedido de adesão histórico de um Estado da Palestina apresentado na ONU pelo presidente Mahmud Abbas.

"Milhares de manifestantes estão reunidos nos centros de Ramallah, Hebron e Nablus", declarou à agência de notícias France Presse o porta-voz da segurança palestina, o general Adnane Damiri.

Em Ramallah, a capital política da Cisjordânia, na Praça Al-Manara e na Avenida Yassser Arafat, o chefe histórico do movimento nacional palestino, os participantes acompanharam atentamente o discurso do presidente Abbas em Nova York.

Palestinos se juntam para celebrar, em Ramallah, o pedido de reconhecimento

 do Estado palestino (Foto: Nasser Ishtayeh/AP)   Nesta tarde, confrontos esporádicos ocorreram entres manifestantes palestinos e o Exército israelense em vários locais da Cisjordânia.

Um homem de 37 anos, Issam Badrane, foi morto com um tiro na nuca disparado por israelenses durante um confronto próximo à cidade de Kusra, no norte da Cisjordânia, segundo médicos do hospital Rafidia de Nablus.

Os incidentes eclodiram quando aproximadamente 50 colonos israelenses atacaram esta cidade, palco de outros episódios de violência similares nas últimas semanas. Cerca de 300 moradores responderam arremessando pedras.

O Exército de Israel confirmou que utilizou armas com munição real "durante o tumulto". Mais três palestinos da mesma cidade ficaram feridos, segundo testemunhas.

Outros confrontos foram relatados nas zonas de atrito habituais, como na base militar israelense da Kalandia, entre Jerusalém e Ramallah, nas cidades palestinas de Nabi Saleh, Bilin e Niilin, palco de protestos semanais, em Jerusalém Oriental e em assentamentos perto de Hebron e Nablus.

Palestinos com velas sobre imagens de Abbas na cidade de Ramallah (Foto: Darren Whiteside/Reuters)

  Nas cidades autônomas da Cisjordânia, em Ramallah, Hebron, Nablus e Jenin, telões foram instalados para a transmissão do discurso do presidente da Autoridade Palestina e o chefe da OLP na tribuna das Nações Unidas.

A multidão aclamou a iniciativa de Abbas. "Com nossas almas, com nosso sangue, defenderemos a Palestina!", gritavam as pessoas ao final do discurso do presidente. "Jerusalém! Veremos milhões de mártires!", bradavam palestinos, exibindo imagens Abbas.

Enquanto na Faixa de Gaza, apenas um grupo de advogados se manifestou durante o discurso.

O movimento islamita Hamas, no poder nesta região, e o Fatah de Abbas decidiram em comum acordo não realizar manifestações públicas para não acirrar suas divisões políticas.

No lado de Israel, o governo colocou aproximadamente 22.000 policiais na "linha verde", que separa Israel da Cisjordânia, nas localidades árabes-israelenses e em Jerusalém Oriental que foi anexada.

Em Jerusalém, a polícia interditou o acesso de homens com menos de 50 anos à Esplanada das Mesquitas, na Cidade Velha.

Sessenta anos depois da partilha da Palestina, Abbas entregou seu pedido ao secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, que deverá transmiti-la ao Conselho de Segurança, como prevê o procedimento da ONU.

Israel e os Estados Unidos se opuseram categoricamente a esta iniciativa, e exigiram que ela seja precedida por um acordo de paz com o Estado Judeu.            

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