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Na Líbia, forças pró-Kadhafi voltam a bombardear posições rebeldes

Na Líbia, forças pró-Kadhafi voltam a bombardear posições rebeldes

Atualizado: Quinta-feira, 3 Março de 2011 as 11:11

Pilotos da Força Aérea da Líbia leais ao ditador Muammar Kadhafi voltaram a bombardea nesta quinta-feira (3) a cidade de Brega, importante zona petrolífera do país, localizada a cerca de 200 km de Benghazi, foco da rebelião antigoverno que se espalhou pelo país e ameaça o regime.

Segundo as agências internacionais de notícias, que coletaram informações com grupos rebeldes ao regime do ditador, bombas caíram próximo a um hospital.

Não há, por enquanto, informações sobre feridos tampouco sobre revides dos grupos rebeldes. "Há aproximadamente duas horas, aviões de guerra lançaram uma bomba na área entre a companhia de petróleo e a zona residencial", declarou à France Presse Fattah al-Moghrabi, funcionário do hospital de Brega.

De acordo com Moghrabi, 12 pessoas morreram na quarta-feira em Brega nos violentos combates entre os insurgentes e as forças leais ao regime, apoiadas pela aviação e com artilharia pesada. Brega e Adjabiya são dois pontos estratégicos para qualquer plano de marcha sobre a capital. Na véspera, a oposição líbia, que controla uma parte do leste do país, pediu à ONU que autorize bombardeios contra os mercenários que combatem nas fileiras do líder líbio.

A Otan, no entanto, por ora não tem nenhuma intenção de intervir na Líbia, mas suas autoridades militares se preparam para qualquer eventualidade, afirmou o secretário-geral da Aliança Atlântica, Anders Fogh Rasmussen.

O secretário-geral afirmou ainda que a Otan "acompanha de perto a situação" e leva em consideração o pedido dos opositores ao regime líbio de Muammar Kadhafi de uma intervenção aérea estrangeira, mas também destacou que a resolução da ONU sobre a situação na Líbia não inclui o recurso à força.

Por outro lado, o procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno Ocampo, anunciou que investigará de 10 a 15 autoridades líbias suspeitas de "crimes contra a humanidade" por atos "gravíssimos" contra a população civil.

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE), por sua vez, decidiram realizar em 10 de março em Bruxelas uma reunião extraordinária sobre a situação na Líbia, na véspera de uma reunião de cúpula dos líderes dos 27 sobre a mesma questão.    

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