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Na ONU, Amorim pede diálogo em vez de conflito com o Irã

Na ONU, Amorim pede diálogo em vez de conflito com o Irã

Atualizado: Quinta-feira, 23 Setembro de 2010 as 3:03

Primeiro a discursar na 65ª Assembleia Geral da ONU, o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, afirmou nesta quinta-feira que o mundo não pode correr o risco de um guerra no Irã como a iniciada pelos Estados Unidos no Iraque, e pediu que prevaleça a lógica do diálogo.

"O mundo não pode correr o risco de um novo conflito como o do Iraque", disse o chanceler brasileiro ao abrir o debate anual da assembleia. "Apesar das sanções, esperamos que a lógica do diálogo e da compreensão prevaleçam", completou.

O Brasil obteve este ano com a Turquia uma solução negociada para a polêmica nuclear entre o Irã e as potências ocidentais. No entanto, a mediação não impediu a adoção de novas sanções internacionais contra o governo iraniano.

Obama

Depois de Amorim, o presidente americano, Barack Obama, disse em seu discurso que as portas da diplomacia continuam abertas para o Irã se for demonstrada uma vontade concreta de diálogo quanto ao tema nuclear.   Obama discursou na 65ª Assembleia Geral da ONU nesta quinta-feira

"Permitam-me falar claro uma vez mais: os Estados Unidos e a comunidade internacional estão em busca de uma solução para nossas divergências com o Irã, e a porta da diplomacia continua aberta se o Irã decidir atravessá-la", afirmou Obama na assembleia da ONU." Ele ressaltou, no entanto, que "o governo iraniano deve demonstrar compromisso claro e concreto e confiar ao mundo a intenção pacífica de seu programa nuclear".

O presidente americano pediu ainda para líderes mundiais apoiarem os recentes esforços para as negociações de paz no Oriente Médio.

Segundo o presidente americano, o mundo tem diante de si uma grande oportunidade para dar fim a gerações de violência e instabilidade, e pediu para líderes e estadistas darem mais apoio às novas negociações, retomadas no início de setembro.

Ainda na sede da ONU, Obama declarou que o período de agonia financeira acabou e a economia global conseguiu se livrar da depressão em que estava prestes a cair.

Na presença de líderes mundiais, ele disse ainda que os EUA “se juntaram a outras nações ao redor do mundo para estimular crescimento e uma demanda renovada que poderia começar uma nova geração de empregos”. Obama lembrou ainda que os Estados Unidos têm intensificado seus esforços para combater a violência da rede terrorista Al-Qaeda.

Postado por: Guilherme Pilão

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