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Não há 'atalhos' para resolver questão palestina, diz Obama na ONU

Não há 'atalhos' para resolver questão palestina, diz Obama na ONU

Atualizado: Quarta-feira, 21 Setembro de 2011 as 1:20

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta quarta-feira (21) que não há "atalhos" para terminar o conflito entre israelenses e palestinos, que já dura décadas no Oriente Médio.

Obama afirmou que a paz na região "não virá de resoluções ou declarações da ONU", mas apenas de negociações diretas entre israelenses e palestinos.

"Estou convencido de que não há atalho para encerrar um conflito que durou décadas", disse.

No final das contgas, são os israelenses e os palestinos, e não nós, que devem chegar a um acordo sobre as questões que os dividem: sobre fronteiras e seguranças; sobre refugiados e Jerusalém", disse.

O presidente dos EUA, Barack Obama, discursa nesta quarta-feira (21) na Assembleia Geral da ONU (Foto: AP)

  Síria

Obama também disse que "não há desculpa para a falta de ação" e já está na hora de o Conselho de Segurança da ONU impor novas sanções contra o governo da Síria, que reprime violentamente manifestações pró-democracia há seis meses.

"Para nós, a pergunta está clara: Ficaremos ao lado do povo sírio ou de seus opressores?", disse.

"Enquanto estamos reunidos hoje, homens, mulheres e crianças são torturados, detidos e assassinados pelo regime sírio. Milhares foram assassinados", disse.

O presidente lembrou que seu governo já tomou medidas contra o governo do presidente Bashar al Assad, que reprime com mão de ferro uma revolta em seu país, que teve início em março. A ONU estima que pelo menos 2.700 pessoas tenham sido mortas pelas forças de segurança do regime.

Obama disse que muitos países se uniram aos esforços de Washington, mas pediu que as nações falem "com uma só voz".

"Não agir é indesculpável. Chegou a hora de o Conselho de Segurança das Nações Unidas sancionar o regime sírio e se colocar ao lado do povo sírio", acrescentou Obama.

Irã e Coreia do Norte

O democrata também afirmou que o Irã e a Coreia do Norte deveriam cumprir suas obrigações mundiais na questão nuclear, o que os levaria a ganhar em maiores oportunidades. Mas alertou sobre o risco de "isolamento" dos países.

"Há um futuro de mais oportunidades para o povo dessas nações se seus governor cumprirem suas obrigações", disse. "Mas, se eles continuarem em um caminho à margem da lei internacional, eles devem enfrentar mais pressão e isolamento."

"O governo iraniano não conseguiu demonstrar que seu programa é pacífico", disse. " A Coreia do Norte ainda tem que tomar passos concretos para abandonar suas armas."

Economia

Obama também afirmou que o mundo precisa de uma ação "urgente e coordenada" para resgatar a economia global.

"Nós apoiamos nossos aliados europeias, à medida que eles reformam suas instituições e encaram seus próprios desafios fiscais", disse.   Dilma

Obama discursou na abertura da 66ª Assembleia Geral da ONU, logo depois da presidente do Brasil, Dilma Rousseff .

A brasileira -que se tornou a primeira mulher na história a abrir uma assembeia geral- disse que lamenta a ausência de um Estado Palestino na ONU .   Reconhecimento do Estado Palestino

A questão do reconhecimento do Estado Palestino como membro pleno da ONU vem tomando a cena da reunião das Nações Unidas neste ano.

Aliados de Israel, os EUA lideram uma ofensiva diplomática para tentar impedir o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, de solicitar o reconhecimento, o que deve ocorrer na sexta-feira (23).

Após a fala de Obama, um porta-voz da Autoridade Palestina afirmou que o único caminho para a paz no Oriente Médio é o fim da ocupação israelense, além da criação do Estado Palestino .          

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