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Negociação da questão nuclear iraniana começa na Turquia

Negociação da questão nuclear iraniana começa na Turquia

Atualizado: Sexta-feira, 21 Janeiro de 2011 as 9:32

O Irã e o grupo 5+1 (os países do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha) iniciaram nesta sexta-feira (21) em Istambul as conversações que pretendem reduzir a tensão a respeito do polêmico programa nuclear de Teerã.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, intermediária do grupo 5+1 (EUA, Rússia, China, França e Grã-Bretanha, além da Alemanha), e o chefe da delegação iraniana, Said Jalili, iniciaram a reunião pouco depois das 10h locais (6h de Brasília).

As potências ocidentais suspeitam que o Irã deseje produzir armamento nuclear, mas Teerã alega que o programa é exclusivamente civil.     Na véspera, os EUA expressaram seu desejo de que os debates marquem o começo de "um processo sério e concreto".

"Queremos lançar um processo sério e concreto que aborde de maneira profunda os problemas que representa o programa nuclear iraniano", declarou o porta-voz da diplomacia americana, Philip Crowley.

Rússia e sanções

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que o fim das sanções contra o Irã "também deve estar na agenda" da reunião.

Questionado em uma entrevista coletiva conjunta com o colega turco Ahmet Davutoglu sobre as expectativas das negociações de Istambul, Lavrov respondeu: "Se chegarmos a um acordo sobre as perspectivas de nossos trabalhos e reuniões posteriores será um bom resultado".

"O programa nuclear deve estar no centro das discussões e os problemas que ainda não foram resolvidos sobre o programa também. Mas não há uma única pauta para esta reunião. O fim das sanções que afetam o Irã também devem figurar na agenda", completou.

Antes, nesta quinta, o enviado iraniano à Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA), Ali Asghar Soltanieh, disse que o Irã poderá enriquecer urânio mesmo se suas instalações nucleares forem atacadas.

"Enfrentamos uma ameaça muito séria e então tivemos que tomar medidas para proteger nossas instalações. Temos prevista outra instalação em Fardo, perto de Qom", disse Soltanieh a jornalistas em Moscou.

"É, por dizer, uma instalação de reserva, de modo que se um local é atacado, podemos continuar o processo de enriquecimento."    

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