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Neve deixa população sem ambulâncias em NY

Neve deixa população sem ambulâncias em NY

Atualizado: Quarta-feira, 29 Dezembro de 2010 as 2:21

Com mais de 200 ambulâncias atoladas na espessa camada de neve que se acumula sobre a cidade, ou bloqueadas por carros abandonados na rua, os nova-iorquinos estão sofrendo com a falta de veículos para atendimento de emergências, informou o jornal The New York Times nesta quarta-feira (29).

Segundo o Times, a falta de ambulâncias está levando a prefeitura a fazer uma triagem para determinar quais telefonemas serão atendidos, apesar do grande aumento do número de chamados por causa do frio e dos problemas que a cidade vem enfrentando.

São dezenas de milhares de pedidos todos os dias, que vão de motoristas em carros presos na neve até pessoas que estão prestes a morrer. Mas, segundo o Times, mesmo as ambulâncias que estão funcionando têm dificuldade para chegar a tempo ao seu destino.

O jornal cita o caso de uma moradora do bairro do Brooklyn, que sofreu um acidente vascular cerebral e esperou seis horas por socorro. Quando deu entrada no hospital, os danos eram muito maiores do que seriam se ela tivesse sido rapidamente atendida.

Outra moradora grávida da mesma área telefonou das 8h às 18h para o serviço de emergência, que não chegou a tempo de salvar o seu bebê.

O jornal diz ainda que os socorristas que atendem casos como paradas cardíacas estão recebendo uma orientação pouco comum. Se após 20 minutos o paciente não reagir, eles devem telefonar para um supervisor. Como é muito raro conseguir reanimar uma pessoa nesse intervalo de tempo, o superior decidirá se a equipe deve desistir ou não do trabalho.

O prefeito Michael Bloomberg disse nesta terça-feira (28) que liberar as ambulâncias era sua maior prioridade. Segundo ele, 170 veículos estão atolados na neve, enquanto outros 40 não conseguem sair do lugar por estar bloqueados por outros carros na rua.

Nevasca cancelou 10 mil voos

Segundo a rede CNN, a tempestade de neve que caiu desde o último sábado levou ao cancelamento de pelo menos 10 mil voos nos Estados Unidos, a maior parte no nordeste do país, onde fica Nova York.

Nesta terça-feira, o gerente geral do aeroporto de La Gardia, um dos três que servem a metrópole americana, disse que seriam precisos três dias para que o tráfego aéreo fosse normalizado.

O caos aéreo em Nova York também afetou voos no Brasil. Pelo menos oito partidas de São Paulo a Nova York foram canceladas na última segunda-feira. Mas a situação começa a se normalizar.

A TAM informou que três voos programados para sair do Rio de Janeiro e de São Paulo com destino a Nova York decolaram normalmente na manhã desta quarta-feira.

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