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Nos EUA, presidente do Irã critica silêncio sobre execução de deficiente

Nos EUA, presidente do Irã critica silêncio sobre execução de deficiente

Atualizado: Terça-feira, 21 Setembro de 2010 as 9:44

O presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad denunciou o que chamou de "silêncio da mídia" sobre Teresa Lewis, uma americana deficiente mental que será executada por ter participado no assassinato de seu marido, e comparou sua situação com a da iraniana Sakineh Mohammadi-Ashtiani.

O caso de Mohammadi-Ashtiani, uma iraniana de 43 anos condenada em 2006 a morrer apedrejada por uma acusação de adultério e participação no assassinato de seu marido por um de seus amantes, chama a atenção da imprensa em todo mundo.

"Uma mulher está sendo executada nos Estados Unidos e ninguém protesta", afirmou Ahmadinejad durante um encontro com personalidades e dignitários islâmicos nos Estados Unidos, segundo a agência oficial Irna.

O presidente iraniano, que se encontra em Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU, denunciou a "campaña midiática contra o Irã" por causa do caso Mohammadi-Ashtiani.

Teerã anunciou em julho e reiterou em várias ocasiões que a pena de morte por apedrejamento contra Mohammadi-Ashtiani foi suspensa à espera de um novo exame do caso.

Teresa Lewis deve ser executada na quinta-feira, em Virgínia (sudeste), por ter ajudado seu amante a matar o marido e o filho dele. Seus advogados afirmam que Lewis, deficiente mental, foi manipulada pelo assassino, que foi condenado à morte, mas se suicidou na prisão.

"Segundo uma pesquisa, foram publicadas três milhões e setecentas mil páginas na interna sobre a iraniana (Mohammadi-Ashtiani), cujo processo continua sendo examinado, e há uma vasta campanha da imprensa contra o Irã. Mas ninguém protesta contra a execução de Lewis", afirmou Ahmadinejad, que assegura que nos Estados Unidos 53 mulheres esperam pela execução.

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