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Nova resolução da ONU pede fim de violência na Síria

Nova resolução da ONU pede fim de violência na Síria

Atualizado: Sexta-feira, 18 Novembro de 2011 as 9:50

Alemanha, França e Grã-Bretanha estão tentando aprovar uma resolução da ONU pedindo um fim às violações de direitos humanos na Síria .

A resolução, que também pede a implementação de um plano da Liga Árabe para pôr fim à violência, foi apoiada por Arábia Saudita, Catar, Jordânia e Marrocos.

Mas com a divisão do Conselho de Segurança sobre a situação da Síria, ela está sendo proposta em um comitê da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Horas antes, o Ministro das Relações Exteriores russo Sergei Lavrov disse que a violência na Síria está se tornando 'similar a uma guerra civil'.

Sua declaração aconteceu um dia depois que soldados desertores teriam atacado uma importante base militar do governo nos arredores de Damasco.

A correspondente da BBC na sede da ONU em Nova York, Barbara Plett, diz que as nações europeias estão buscando uma nova maneira de condenar o governo sírio depois que a Rússia e a China vetara uma resolução que condenava o governo de Bashar al Assad.

Por isso, os representantes europeus foram buscar um comitê da Assembleia Geral, onde não há poder de veto.

De acordo com Plett, o fato de a resolução ter sido apoiada por quatro países árabes é significativo.

Diplomatas ocidentais esperam que uma maior atuação dos países árabes ajude a vencer a oposição do Conselho de Segurança, porque pedidos da região onde o conflito está acontecendo influenciam fortemente a posição dos membros.

A Alemanha, a França e a Grã-Bretanha fizeram circular um rascunho da resolução no comitê de direitos humanos da Assembléia Geral e diplomatas esperam que ela seja votada na próxima terça-feira.

Se aprovada, ela provavelmente será adotada pelos 193 membros da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Na última quarta-feira, a Liga Árabe - que suspendeu a Síria do grupo - deu a Damasco três dias para pôr fim à 'repressão sangrenta' e permitir a entrada de observadores internacionais no país.

Os países ameaçaram a Síria com sanções caso o governo se recuse a cooperar.

Ataque rebelde

Relatos não confirmados dizem que seis soldados do governo morreram quando soldados desertores conhecidos como Exército Sírio Livre (FSA, na sigla em inglês) atacaram o prédio da inteligência da força aérea do país em Harasta na quarta-feira.

O ministro russo Sergie Lavrov disse que armas estavam sendo contrabandeadas para a síria para serem usadas pela oposição e que é 'necessário parar a violência não importa de onde ela venha', ressaltando que as forças da oposição também devem ser responsabilizadas.

A China afirmou nesta quinta-feira que está 'extremamente preocupada' com a escalada de violência no país.

O plano da Liga Árabe, proposto no início de novembro, pede que a Síria retire os tanques das cidades onde acontecem os tumultos, pare com os ataques aos manifestantes e dê início a um diálogo com a oposição dentro de duas semanas.

O presidente Bashar al Assad concordou com o plano, mas não o cumpriu.

Desde então, segundo grupos de direitos humanos, mais de 370 pessoas foram mortas, no que parece ser o mês mais violento desde o início dos protestos, há oito meses.

A ONU diz que mais de 3.500 pessoas foram mortas desde o início dos protestos em março. As autoridades sírias culpam gangues armadas e militantes pela violência.      

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