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Novo estudo acha traços da radiação de usina japonesa nos EUA

Novo estudo acha traços da radiação de usina japonesa nos EUA

Atualizado: Quarta-feira, 21 Setembro de 2011 as 5:04

Baixos níveis de radioatividade foram detectados na água da chuva no norte da Califórnia, duas semanas depois do acidente nuclear no Japão , em março, mas estes índices logo voltaram ao normal, revelou um estudo divulgado esta quarta-feira (21).   Não é a primeira vez que traços são encontrados no oeste dos EUA. Em agosto, outro estudo já havia mostrado que a radioatividade tinha chegado ao sul da Califórnia.

Os níveis detectados de isótopos radioativos césio, iodo e telúrio foram muito pequenos e não representaram risco à população, segundo as descobertas de uma pesquisa financiada pelos Departamentos de Energia e Segurança Interna dos Estados Unidos .

A água da chuva foi coletada nas cidades de Berkeley, Oakland, and Albany, na área da Baía de São Francisco, de 16 a 26 de março, segundo o relatório publicado na edição online do jornal "PLoS One".

"A primeira amostra que demonstrou radioatividade aumentada foi coletada em 18 de março e os níveis subiram em 24 de março, antes de voltarem ao normal", explicou o chefe das pesquisas, professor Eric Norman, do departamento de engenharia nuclear da Universidade da Califórnia, em Berkeley.

Acidente de Fukushima gerou protestos dos japoneses contra o uso

 da energia nuclear (Foto: AFP / Yoshizaku Tsuno)

  O estudo também destacou que "medições similares de contagem de raios gama foram feitas em amostras de vegetação coletada em Oakland e em hortaliças e leite comercializados na região de São Francisco".

Alguns dos mesmos produtos físseis detectados na água da chuva foram encontrados no leite e em amostras dos vegetais, também em um nível que não representou riscos para o público, acrescentou.

Em 11 de março, um terremoto violento de 9 graus, seguido de um tsunami devastador, matou 20 mil pessoas ao longo da costa do Japão, atingindo os reatores da usina de Fukushima-Daichi.

Os reatores da central se fundiram depois que seus sistemas de resfriamento foram varridos pelas ondas gigantes, liberando radiação no ar, no mar e na cadeia alimentar no pior desastre atômico desde Chernobyl, em 1986.          

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