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Novo presidente de Honduras quer reconquistar confiança internacional

Novo presidente de Honduras quer reconquistar confiança internacional

Atualizado: Terça-feira, 2 Fevereiro de 2010 as 12

Menos de uma semana depois de tomar posse, o presidente de Honduras, Porfirio "Pepe" Lobo Sosa, demonstra que quer reconquistar a confiança da comunidade internacional estremecida depois do golpe de Estado de 28 de junho de 2009, que depôs Manuel Zelaya.

"Pepe" disse que não pretende fazer um política de embate em relação Estados Unidos, evitando a adesão à Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) - que é coordenada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Para o novo presidente, a discussão sobre a integração à Alba não está em debate, segundo assessores. De acordo com eles, o presidente de Honduras defende que o caminho que vai orientar seu governo é o do diálogo com o todos o países.  

A preocupação de "Pepe" Lobo é restabelecer a confiança da comunidade internacional e também com cerca de 1,3 milhão de hondurenhos que vivem nos Estados Unidos – boa parte de forma ilegal. De acordo com dados oficiais, as remessas destes imigrantes chegam a US$ 2,5 milhões anuais.

Nos diálogos com seus aliados, o presidente de Honduras defende que, para melhorar a qualidade de vida no país, reduzir a pobreza e elevar os índices de desenvolvimento humano é fundamental ampliar as parcerias internacionais.

Em busca destas parcerias, o "Pepe" Lobo vai articular com negociadores europeus e da América Central, que iniciaram hoje (1º) uma série de reuniões para discutir a questão hondurenha, em Bruxelas (Bélgica). Pela manhã, houve sinalizações positivas favoráveis à reaproximação da comunidade internacional em relação à Honduras.

Para os negociadores brasileiros, é essencial que o governo de Honduras atenda a algumas condições para retomar a confiança internacional. As condições vão desde o arquivamento às denúncias contra o presidente deposto, Manuel Zelaya, até demonstrações de esforços para a reconciliação nacional – entre seguidores de Zelaya e seus opositores – e também uma ação de união nacional.

Segundo os observadores do Brasil, é fundamental que "Pepe" Lobo indique suas diferenças em relação ao antecessor, o então presidente Roberto Micheletti. Para eles, o novo presidente já deu sinalizações disso ao negociar o salvo-conduto para que Zelaya deixasse o país rumo à República Dominicana sem ameaças.

O assunto deverá ser tema de debates de reuniões do Grupo do Rio – ou Cumbre do Rio – em Cancún, no México, nos dias 20 a 23 de fevereiro.

Por: Renata Giraldi

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