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Obama continuará usando poder militar norte-americano, diz Hillary Clinton

Obama continuará usando poder militar norte-americano, diz Hillary Clinton

Atualizado: Quarta-feira, 14 Janeiro de 2009 as 12

Embora o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, tenha prometido retirar as tropas norte-americanas do Iraque, o novo governo não hesitará em usar o poder militar como ferramenta de política externa, caso necessário. A garantia foi dada pela futura secretária de Estado, Hillary Clinton, ao discursar na última terça-feira, dia 13 de janeiro, no Comitê de Relações Exteriores do Senado.

"Usaremos a diplomacia porque essa é a abordagem inteligente. Mas também sabemos que a força militar às vezes será necessária e contaremos com isso para proteger nosso povo e nossos interesses quando e onde for preciso, como último recurso", afirmou a senadora durante sessão de confirmação de seu nome como substituta de Condoleezza Rice.

Hillary confirmou que a prioridade de Obama, na área externa, será o fim da guerra no Iraque. O novo governo também dará ênfase ao Afeganistão, visando , segundo Hillary, reduzir as ameaças à segurança dos Estados Unidos e fortalecer as perspectivas de estabilidade e paz na região. "Neste momento, nossos homens e mulheres de uniforme, nossos diplomatas e nossos assistentes humanitários estão arriscando suas vidas nestes dois países."

A ex-primeira dama dos EUA também defendeu um amplo plano - incluindo o uso de forças militares - para apoiar o combate a extremistas no Afeganistão e no Paquistão, como parte da estratégia de combate ao terrorismo. Hillary não poderia deixar de mencionar o conflito entre Israel e Palestina. Deixou claro que tanto ela quando Obama são " profundamente simpáticos" ao desejo de Israel de se defender dos foguetes do Hamas, mas foi diplomática ao tratar do assunto. "Devemos usar o smart power [poder inteligente] no Oriente Médio para garantir a segurança necessária à Israel e as legítimas aspirações políticas e econômicas dos palestinos", afirmou.

Citou ainda a necessidade de "desafiar de forma efetiva" o Irã a acabar com seu programa de armas nucleares e com o "patrocínio do terror". Para garantir a paz duradoura na região, os Estados Unidos pretendem contar com Egiro, Jordânia, Arábia saudita e outros países árabes, Turquia e parceiros do Golfo.

Barack Obama e equipe assumem o comando dos Estados Unidos no dia 20 deste mês.

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