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Obama diz que excesso de provas torna a educação 'muito chata'

Obama diz que excesso de provas torna a educação 'muito chata'

Atualizado: Terça-feira, 29 Março de 2011 as 3:42

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse em uma conferência para estudantes, em Washington, que os alunos deveriam fazer menos testes padronizados e o desempenho escolar deveria ser medido não somente pelos resultados das provas. “Excesso de provas torna a educação muito chata para as crianças”, disse Obama. A reunião aconteceu na noite desta segunda-feira (28).

"Muitas vezes o que temos vindo a fazer é usar esses testes para punir os estudantes ou, em alguns casos, punir as escolas", afirmou o presidente em uma reunião com alunos e pais na Bell High School Multicultural, em Washington.

Obama defende uma reformulação nas leis de educação. Para ele, os legisladores deveriam devem encontrar um teste que "todo mundo concorde que faça sentido" e ser promovido em um período maior do que anualmente. O presidente considera ainda que as escolas deveriam ser avaliadas não apenas pelo desempenho de seus alunos, mas também pela frequência às aulas.     "Nunca mais quero ver escolas que estão apenas ensinando os alunos a passarem no teste, porque então você não está aprendendo sobre o mundo, você não está aprendendo sobre culturas diferentes, você não está aprendendo sobre a ciência, você não está aprendendo sobre a matemática ", disse o presidente. "Tudo o que você está aprendendo é como preencher uma prova e pequenos truques que você precisa fazer para ter um teste. Isso não vai tornar o ensino interessante."    

O presidente aprova a realização esporádicas de testes padronizados para determinar uma "base" de habilidade dos alunos. Ele disse que suas filhas Sasha, de 9 anos, e Malia, de 12, recentemente fizeram um teste que não exigia preparação prévia e servia para diagnosticar os seus pontos fortes e fracos. As meninas estudam na escola privada Sidwell Friends, em Washington.

Obama manifestou ainda a preocupação pelo fato de muitas escolas norte-americanas não conseguirem atender aos padrões de proficiência anual do programa “No Child Left Behind”, que tem como objetivo obter 100% de alunos proficientes em leitura, matemática e ciência até 2014.

O presidente fez promessa de trabalhar para aprovar a lei que garante o direito aos filhos de imigrantes ilegais serem matriculados nas faculdades. A legislação foi aprovada pela Câmara, mas fracassou no Senado em dezembro.      

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