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Obama diz que falará com general antes de decidir se o afasta

Obama diz que falará com general antes de decidir se o afasta

Atualizado: Quarta-feira, 23 Junho de 2010 as 8:10

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira (22) que quer falar com o general Stanley McChrystal, comandante das tropas norte-americanas no Afeganistão, antes de decidir se o destitui do cargo após uma série de críticas ao governo.

Em declarações à imprensa após uma reunião com seus assessores, Obama considerou que o militar mostrou ''um julgamento errado'' ao formular suas críticas, em uma entrevista à revista ''Rolling Stone''. O encontro entre o presidente e o general deve ocorrer nesta quarta-feira (23).

''Quero me assegurar de falar com ele diretamente antes de tomar a decisão final'', disse o presidente.

Mais cedo, o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, afirmou disse que as críticas feitas a membros do governo Obama pelo general Stanley McChrystal  foram um ''erro grave''.

Gates afirmou, em comunicado, que vai conversar pessoalmente com McChrystal, que foi chamado de volta aos EUA para dar explicações.

Na véspera, o general  pediu desculpas por comentários feitos por ele e assessores numa matéria da revista ''Rolling Stone'', com insultos a alguns assessores de confiança do presidente Barack Obama.

Na reportagem da Rolling Stone, que sai na sexta-feira, um assessor se refere também ao ''desapontamento'' de McChrystal com sua primeira reunião individual com Obama, no ano passado.

''Estendo meu mais sincero pedido de desculpas por este perfil. Foi um erro que reflete um mau julgamento e que jamais deveria ter acontecido'', disse o general em nota na segunda-feira.

Racha

O texto da revista, que cita anonimamente vários assessores de McChyrstal, aponta um racha entre os militares dos EUA e os assessores de Obama, num momento delicado para o Pentágono, que enfrenta críticas à sua estratégia na guerra do Afeganistão.

Segundo a reportagem, membros da equipe de McChrystal fazem piada do vice-presidente Joe Biden, que estaria contra os esforços do general para intensificar o combate à militância islâmica.

''Biden? Ou você disse 'bite me' ('me morda')?'', diz um assessor na matéria.

Outro assessor chamou o almirante da reserva Jim Jones, assessor de Segurança Nacional de Obama, de ''palhaço'' que ''parou em 1985''.

O próprio McChrystal é citado na reportagem como tendo se sentido ''traído'' pelo vazamento de uma comunicação sigilosa do embaixador dos EUA no Afeganistão, Karl Eikenberry, no ano passado. O telegrama manifestava dúvidas sobre o envio de reforços militares para apoiar um governo afegão sem credibilidade.

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