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Obama diz que mandar reforço de tropas ao Afeganistão foi sua decisão mais dura

Obama diz que mandar reforço de tropas ao Afeganistão foi sua decisão mais dura

Atualizado: Segunda-feira, 14 Dezembro de 2009 as 12

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse no domingo que a sua recente decisão de enviar 30 mil soldados adicionais para o Afeganistão foi a mais difícil do seu mandato, e que dentro de um ano vai ficar claro se a estratégia funciona.

Em entrevista à rede CBS, Obama disse discordar de analistas que criticaram o tom supostamente professoral e frio do discurso em que anunciou o envio dos reforços, no último dia 1º de dezembro.

''Foi na verdade provavelmente o discurso mais emotivo que já fiz, em termos de como me sentia a respeito'', disse Obama. ''Porque eu estava olhando sobre um grupo de cadetes (na Academia Militar de West Point), alguns dos quais serão mobilizados para o Afeganistão. E potencialmente alguns podem não voltar. Não há um discurso que eu tenha feito que tenha me atingido as entranhas como esse''.

Questionado sobre se o envio de reforços foi o momento mais difícil do seu mandato, iniciado em janeiro, ele respondeu que ''absolutamente'' sim.

Os reforços eram rejeitados por parte do seu Partido Democrata, mas atendiam parcialmente a pedidos do general Stanley McChrystal, comandante das forças dos EUA no Afeganistão, que enfrenta o recrudescimento da insurgência da milícia islâmica Taliban.

Na entrevista de domingo, Obama repetiu a meta de começar a retirar tropas do Afeganistão em julho de 2011, mas salientou que se trata do início de um período de transição, e que a desocupação será gradual.

A data anunciada, segundo Obama, serve para sinalizar ao povo afegão que a presença dos EUA não é ilimitada. ''Acho que há no Afeganistão elementos que ficariam perfeitamente satisfeitos em transformar o Afeganistão em um protetorado permanente dos EUA - no qual eles arcariam com o ônus'', afirmou o presidente, ressalvando que esse nunca foi o objetivo dos EUA em oito anos de conflito.

Por outro lado, Obama disse que dentro de um ano pode alterar novamente a estratégia, caso a atual não esteja funcionando.

''Acho que saberemos até o final de dezembro de 2010 se a abordagem que o general McChrystal discutiu em termos de dar segurança aos centros populacionais está ou não atendendo seus objetivos'', disse.

''Se a abordagem recomendada não funciona, então, sim, vamos mudar as abordagens'', acrescentou.

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