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Obama fecha acordo com oposição e anuncia corte doloroso

Obama fecha acordo com oposição e anuncia corte doloroso

Atualizado: Sábado, 9 Abril de 2011 as 8:09

Do G1, com agências internacionais

  O presidente dos EUA, Barack Obama , afirmou nesta sexta-feira (8) que o acordo alcançado pelos líderes do Congresso com relação ao Orçamento Federal resultará em "cortes dolorosos".

"O Congresso, em nome de todos os americanos, chegou a um acordo para evitar a paralisação do governo", disse ele, em declaração feita na Casa Branca.

O líder americano reconheceu que alguns dos cortes aprovados "serão dolorosos, e não teriam sido realizados em melhores circunstâncias".

Obama discursou minutos depois de o presidente da Câmara de Representantes, o republicano John Boehner, ter anunciado um acordo que permitirá financiar as atividades das agências federais até a 0h da próxima quinta-feira (14), até quando os dois partidos esperam ter aprovado um orçamento para o restante do ano fiscal de 2011.

Segundo fontes legislativas, o orçamento sofrerá cortes de US$ 38,5 bilhões, valor mais próximo do projeto republicano que dos US$ 33 bilhões propostos pelos democratas nas negociações das últimas semanas.

saiba mais Acordo sobre Orçamento evita paralisação do governo nos EUA Sem acordo sobre orçamento, EUA podem parar atividades do governo "Ambas as partes precisaram fazer sacrifícios complicados e ceder terreno em assuntos que eram importantes para eles. E eu certamente fiz isso", disse Obama, que atuou como "mediador" entre os líderes da Câmara e do Senado em várias reuniões na Casa Branca durante esta semana.

O pacto autoriza uma nova prorrogação dos fundos do ano fiscal anterior para dar ao Congresso tempo de redigir e votar, na próxima semana, uma medida que cubra os seis meses que ainda faltam para o fim deste ano fiscal.

O presidente dos EUA, Barack Obama, durante discurso após acordo que evitou a paralisação do governo nos EUA. (Foto: Charles Dharapak / AP Photo)   O pacto temporário, que entrou em vigor a 0h deste sábado (9) - pelo horário local -, faz efetivo um primeiro corte de US$ 2 bilhões, segundo confirmou o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid.

Obama admitiu que os cortes afetarão "programas nos quais as pessoas confiam e infraestruturas que são necessárias".

"Mas começar a viver dentro das nossas possibilidades é a única maneira de proteger os investimentos que ajudarão os EUA a competirem por novos trabalhos, aqueles que afetam a educação dos nossos filhos, os empréstimos a estudantes, a energia limpa e a pesquisa médica para salvar vidas", afirmou.

Para chegar a um acordo, os republicanos cederam em sua exigência de cortar todos os fundos para o Planned Parenthood, uma provedora de saúde para mulheres que inclui entre seus serviços os abortos sob certas circunstâncias. Os republicanos também cederam em várias propostas que teriam eliminado os fundos da Agência de Proteção Meio Ambiental para regular as emissões de gás estufa e outros poluentes.

"Este era um debate sobre cortes no orçamento, não assuntos sociais como a saúde das mulheres e a proteção de nossa água e ar. Esses são assuntos importantes que merecem uma discussão própria, não simplesmente dentro de um debate sobre fundos", disse Obama.

A Casa Branca já havia iniciado os preparativos para a paralisação da Administração por falta de fundos, o que teria afetado mais de 800 mil funcionários públicos e teria fechado o acesso a centenas de monumentos e parques nacionais do país, entre outros contratempos.

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