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Obama pede que Congresso aprove plano para criação de empregos

Obama pede que Congresso aprove plano para criação de empregos

Atualizado: Segunda-feira, 12 Setembro de 2011 as 3:39

Obama em discurso na Casa Branca nesta

segunda-feira (12) (Foto: AFP)

  O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ao Congresso, nesta segunda-feira (12), em discurso na Casa Branca, que aprove a lei para criação de empregos apresentada por ele na última quinta-feira .

“Na quinta, eu falei ao Congresso que mandaria o projeto de lei. Aqui está. Esta é uma lei que colocará as pessoas de volta ao trabalho, que vai ajudar nossa economia num momento de crise nacional. E é a lei que o Congresso precisa aprovar. Sem jogos, sem políticas, sem atraso. Estou mandando ao Congresso hoje. E eles precisam aprovar imediatamente”, afirmou o presidente.

Obama insistiu que o "jogo político" não  deve impedir a aprovação do projeto de lei. "A próxima eleição será em 14 meses. O povo não pode esperar 14 meses para que o Congresso aja. Não são jogos que estamos jogando aqui. As pessoas estão sem emprego", afirmou.

"Temos um mundo de incertezas na economia. Algumas coisas podem estar além do nosso controle, mas isso é algo que podemos controlar. Se aprovamos ou não essa lei, isso está em nossas mãos. É um pouco de incerteza que podemos evitar".   O presidente pediu ainda aos norte-americanos que pressionem os membros do Congresso a favor do plano para criação de empregos. "Se você concorda comigo, vou precisar que todo mundo, garanta que sua voz será ouvida. Não há motivo para que essa lei não seja aprovada. Ela é bipartidária. Vai aumentar significativamente nosso PIB. Peguem o telefone, mandem e-mail, escrevam no céu, ou podem apenas escrever uma carta, mas façam chegar a mensagem ao Congresso. Vamos colocar esse país de volta ao trabalho", afirmou.     Plano para empregos

Na quinta, Obama anunciou que apresentaria ao Congresso um plano de US$ 447 bilhões para criação de empregos, que prevê a redução de impostos para as pequenas empresas que contratarem. No pronunciamento de quinta, Obama disse que o país vive uma “crise nacional” com uma economia estagnada, e insistiu que os parlamentares devem agir rapidamente para colocar em prática seu plano para a criação de empregos. O projeto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado do país para entrar em vigor.

O programa para a criação de empregos, de acordo com ele, deve reduzir impostos para trabalhadores e empresas e criar vagas para trabalhadores da construção civil e professores. “Ele [o programa] vai dar um impulso à economia, que estagnou, e dar às empresas confiança de que, se investirem e contratarem, haverá consumidores para seus produtos e serviços”, afirmou.

Parte do programa prevê a retomada do setor da construção civil, com a reforma do sistema de transporte do país, e reforma de escolas. "Há empresas privadas de construção esperando para voltar ao trabalho. Há pontes esperando para ser reformadas, há escolas pelo país que precisam desesperadamente de renovação", afirmou. De acordo com ele, o programa vai reformar e modernizar pelo menos 35 mil escolas no país, a um custo de US$ 30 bilhões, enquanto a infraestrutura de transportes devem consumir outros US$ 50 bilhões.

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