MENU

Obama põe fim a mal-estar com 'Bibi'

Obama põe fim a mal-estar com 'Bibi'

Atualizado: Quarta-feira, 7 Julho de 2010 as 9:48

Em um claro sinal de melhora nas relações EUA-Israel, o presidente Barack Obama recebeu ontem o primeiro-ministro israelense, Binyamin "Bibi" Netanyahu, com repetidos elogios à sua "vontade" de levar adiante negociações diretas com a Autoridade Palestina (AP). Obama reafirmou que os laços dos EUA com Israel são "inquebráveis".

À imprensa, o presidente americano ajudou Netanyahu a esquivar-se de uma embaraçosa pergunta sobre os assentamentos israelenses na Cisjordânia, elogiou a "rapidez" com que Israel faz chegar mais produtos à Faixa de Gaza e, por fim, atribuiu aos países árabes boa parte da responsabilidade por um acordo de paz. Questionado se, com essa mudança de discurso, "passara a confiar em Netanyahu", Obama retrucou que essa premissa estava "errada".

"Eu acredito que o primeiro-ministro Netanyahu quer a paz. E penso que ele está disposto a assumir riscos pela paz", afirmou Obama, referindo-se à proposta americana de que Israel e AP iniciem negociações diretas. "Penso que também é importante reconhecer que os Estados árabes devem apoiar a paz porque (israelenses e palestinos) não terão sucesso se os países ao redor não fizerem um grande investimento nesse processo", completou.

A quinta visita de Bibi a Obama mostrou-se completamente diferente da gélida recepção que recebeu da última vez, em março, na Casa Branca. Na ocasião, Obama não permitiu imagens do encontro com o israelense nem declarações. Dias antes, o governo Netanyahu havia anunciado novos projetos de construção em Jerusalém Oriental enquanto o vice-presidente americano, Joe Biden, visitava Israel. O episódio foi classificado como um "insulto" pela secretária de Estado, Hillary Clinton.

Apesar de garantir que está comprometido com o processo de paz, Netanyahu tem pouca margem de manobra. A maior parte de sua coalizão ameaça abandoná-lo se ele renovar o congelamento de construções na Cisjordânia. O prazo da trégua expira em setembro.

Teerã. "Estamos preparados para fazer muito pela paz, mas queremos ter certeza de que teremos uma paz segura. Não queremos repetir a situação em que os territórios deixados sejam tomados por emissários de iranianos e usados para ataques terroristas e de foguetes", disse o primeiro-ministro, em sua única menção sobre os assentamentos israelenses na Cisjordânia.

O fato de a Casa Branca ter conseguido aprovar novas sanções contra o Irã no Conselho de Segurança da ONU ajudou na melhora da relação. Ontem, Obama assegurou a Netanyahu que "os EUA vão continuar a pressionar o Irã a cumprir com suas obrigações internacionais".

Apesar de setores de Washington questionarem cada vez mais a aliança incondicional com Israel, a opinião pública americana continua favorável aos israelenses. Segundo pesquisa de junho NBC News-Wall Street Journal, 55% dos consultados veem a relação como "bastante" ou "extremamente" importante para o interesse nacional americano. Aparentemente, Obama reduziu a pressão sobre "Bibi" para não perder o apoio do eleitorado pró-Israel nas eleições de novembro.

veja também