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Obama pretende reduzir gastos militares em US$ 10 bilhões em 2010

Obama pretende reduzir gastos militares em US$ 10 bilhões em 2010

Atualizado: Quinta-feira, 7 Maio de 2009 as 12

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta quinta-feira, 7 de maio, a redução de ao menos US$ 10 bilhões nos gastos militares referentes às guerras do Iraque e do Afeganistão no próximo ano. O Orçamento do governo neste ano - que fecha em 30 de setembro - é de US$ 140 bilhões e a expectativa é que em 2010 sejam destinados somente US$ 130 bi. De acordo com o site da Nasdaq, o presidente americano pediu ainda US$ 100 milhões para fechar a prisão de Guantánamo, em Cuba. As declarações ocorrem em meio ao anúncio do Orçamento governamental de 2010 nesta quinta-feira.

Segundo Obama, "há muito dinheiro que se gasta de forma ineficiente e, em alguns casos, de maneira realmente impressionante".

Ao todo, o presidente propôs um corte de US$ 17 bilhões do total de US$ 3,4 trilhões do Orçamento do governo. Os cortes afetam 121 programas do governo, sendo que alguns seriam cancelados por serem ultrapassados, disse Obama. No ano passado, os Estados Unidos gastaram, US$ 190 bilhões nas guerras do Iraque e do Afeganistão.

Terroristas

O procurador-geral dos EUA, Erci Holder, negou nesta quinta-feira que o país irá libertar os terroristas presos em Guantánamo, mas prometeu que o governo irá investigar todos os casos - em uma sinalização de que o governo acredita que nem todos os presos são terroristas. A declaração é uma resposta a retaliação dos republicanos à determinação de Obama que pede o fechamento da prisão até janeiro de 2010.

Os deputados têm feito várias críticas ao plano de Obama - em libertar os prisioneiros de Guantánamo - por questionar se o país deve abrir pessoas no país que já receberam treinamento terrorista.

Na semana passada, Holder disse na Europa que 30 prisioneiros haviam recebido uma autorização de liberdade. Durante a viagem, o procurador tentou negociar anistia aos presos em alguns países, tendo encontrado resistência ao discutir a questão dentro dos Estados Unidos. Atualmente, 241 presos são mantidos na base militar de Guantánamo.

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