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ONG diz que há 'centenas de mortos' na Costa do Marfim

ONG diz que há 'centenas de mortos' na Costa do Marfim

Atualizado: Segunda-feira, 4 Abril de 2011 as 10:53

"Centenas de pessoas foram massacradas" no final de março em Duékoué, no oeste da Costa do Marfim, e os "abusos continuam", declarou neste domingo (3) François Danel, diretor geral da ONG Ação Contra a Fome (ACF)  de Duékoué.   "Confirmo que houve um massacre de centenas de pessoas em Duékoué" entre 27 e 29 de março, indicou Danel após visitar a cidade do oeste da Costa do Marfim neste domingo.

    "Os abusos continuam", embora "eu não tenha sido testemunha", afirmou o diretor geral da ACF, um dos primeiros membros de ONGs ocidentais presentes em Duékoué. "Conversei com várias pessoas que afirmaram que não são dezenas, mas centenas de pessoas que foram massacradas", disse Danel.

A cidade, importante área do oeste marfinense, foi tomada na terça-feira (29) pelos combatentes do presidente Alassane Ouattara - reconhecido internacionalmente como o vencedor das eleições presidenciais da Costa do Marfim em novembro passado - após violentos enfrentamentos com os militares e milicianos fiéis ao presidente Laurent Gbagbo, que se nega a reconhecer a derrota nas eleições.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) afirmou na quarta-feira à noite que "pelo menos 800 pessoas" tinham sido mortas na terça-feira durante "episódios de violência" em Duékoué.

ONU pede investigação

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu a Alassane Ouattara que investigue as centenas de mortes atribuídas a seus partidários. Ban se disse 'preocupado e alarmado' com os relatos de que partidários de Ouattara participaram de um massacre em Duékoué. Ouattara nega a responsabilidade de seus soldados.

No domingo (3), o primeiro-ministro de Alassane Quattara, Guillaume Soro, disse que as investigações sobre os massacres serão realizadas; e os responsáveis, punidos. "A posição do governo marfinense é clara: não há impunidade. Vamos realizar investigações, e aqueles que forem responsáveis --porque queremos um Estado de Direito-- serão punidos", declarou em uma entrevista divulgada pela rede de televisão internacional francófona TV5monde.      

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