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Oposição cubana pede a dissidente Fariñas que encerre greve de fome

Oposição cubana pede a dissidente Fariñas que encerre greve de fome

Atualizado: Quinta-feira, 8 Julho de 2010 as 3:33

Opositores cubanos, liderados por familiares de presos políticos, viajaram nesta quinta-feira, 8, à cidade de Santa Clara, no centro de Cuba, para pedir que o dissidente Guillermo Fariñas interrompa sua greve de fome, segundo informações da agência de notícias AFP . O pedido dos opositores foi feito enquanto aguardam a libertação de cinco presos políticos cubanos por parte do governo, conforme a Igreja Católica cubana anunciou na quarta.

De acordo com o Arcebispado de Havana, o governo cubano libertará 52 presos políticos. A medida, divulgada durante uma visita à ilha do chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, é resultado da pressão internacional sobre Cuba para que a situação dos direitos humanos no país fosse melhorada. Cinco presos serão libertados entre nesta quarta e os outros 47 em até quatro meses.

Fariñas, em greve de fome e sede há 135 dias para exigir a libertação dos presos com problemas de saúde, estaria dispostos a começar a beber água uma vez que sejam liberados os primeiros cinco, disse o médio Ismely Iglesias, que acompanha o opositor. A mãe de Fariñas, Alicia Hernández, disse por telefone à AFP que seu filho, um jornalista e psicólogo de 48, anunciará sua decisão à tarde.

Os 52 opositores são todos parte do grupo de 72 opositores presos em 2003, na onda repressiva conhecida como Primavera Negra, e são condenados a penas de seis a 28 anos de prisão. A libertação deles foi discutida pelo presidente Raúl Castro e pelo cardeal Jaime Ortega em 19 de maio.

"Creio que podemos salvar Guillermo Fariñas, porque já venceu", disse o opositor Héctor Palacios, um dos 75 condenados em 2003, libertado em 2006 por razões de saúde. As autoridades e a Igreja ainda não divulgaram os nomes dos cinco presos que serão libertados, nem o horário que ocorrerá a soltura.

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