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Opositores venezuelanos encerram greve de fome na frente da sede da OEA

Opositores venezuelanos encerram greve de fome na frente da sede da OEA

Atualizado: Terça-feira, 22 Fevereiro de 2011 as 3:56

Um grupo de 13 jovens opositores decidiu nesta terça-feira encerrar a greve de fome que mantinha desde o dia 31 de janeiro na frente da sede da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Caracas para exigir a liberdade de 27 supostos presos políticos venezuelanos.

"Como o Governo deu sinais de resposta a todas nossas exigências (...), neste momento se encerra a greve de fome dando um sinal de cumprimento a nossa palavra", anunciou o líder do grupo, Lorent Saleh. O jovem, do partido Juventude Ativa Venezuela Unida (JAVU), opositora ao presidente do país, Hugo Chávez, acrescentou em uma declaração de imprensa que "foram muitas as conquistas obtidas" e enumerou alguns casos de presos cujas condições de reclusão, sustentou, melhoraram graças ao jejum.

"Pedimos atenção da comunidade internacional, à Organização dos Estados Americanos (OEA) que viu o que está passando no país, e o alcançamos, senhores", prosseguiu Saleh. O caso da greve de fome deste grupo chegou até a OEA, cujo secretário-geral, José Miguel Insulza, manifestou sua disposição a viajar para Caracas para conhecer a situação denunciada.

O Governo venezuelano criticou duramente Insulza e o Governo dos Estados Unidos por quererem, disse, buscar neste país um "Egito virtual".

Após agradecer o ministro do Interior, Tareck El Aissami, que os visitou na quinta-feira passada e recebeu suas reivindicações, Saleh declarou: "Pedimos que o Governo respeitasse a Constituição e começasse imediatamente (a conceder) benefícios de pré liberdade" a diversos presos, "e o alcançamos, senhores".

Também disse que na próxima quinta-feira o Governo começará uma avaliação conjunta com eles, com os familiares e advogados dos presos para revisar "um por um" diversos casos de "presos políticos" e também de "presos comuns". Entre os 27 presos que os jovens consideram "políticos" figuram policiais acusados pela morte de 19 pessoas durante o golpe de Estado que derrubou Chávez durante dois dias em abril de 2002.    

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