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Otan não existe para armar populações, diz Aliança Atlântica

Otan não existe para armar populações, diz Aliança Atlântica

Atualizado: Terça-feira, 29 Março de 2011 as 4:45

A Otan existe para proteger os povos, não para armá-los, considerou nesta terça-feira o secretário-geral da Aliança Atlântica, Andres Fogh Rasmussen, ao término de uma reunião internacional em Londres sobre a Líbia.

Entrevistado pela Sky News sobre a possibilidade de fornecer armas aos opositores líbios que combatem as forças leais ao coronel Muamar Kadhafi, o dirigente da Aliança respondeu: "A resolução do Conselho de Segurança é clara: ela exige a imposição de um embargo sobre as armas. Nós estamos lá, então, para proteger a população e não para armá-la".

Rasmussen foi entrevistado ao término de uma reunião com a presença de 40 países e organizações, em Londres, que estabelece oficialmente um "Grupo de Contato" encarregado de conduzir politicamente as ações na Líbia. O fornecimento de armas à rebelião não "foi discutido" durante o encontro, garantiu o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, mas a França se declarou pronta a discutir com seus aliados uma ajuda militar aos rebeldes.

"Não é o que prevê a resolução 1973, nem a resolução 1970. Por enquanto, a França se limita à estrita aplicação destas resoluções. Isso dito, estamos prontos a discutir sobre o assunto com nossos parceiros", declarou o chefe da diplomacia francesa, Alain Juppé.

Líbia: de protestos contra Kadafi a guerra civil e intervenção internacional

Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Mais de um mês depois, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas.

A violência dos confrontos entre as forças de Kadafi e a resistência rebelde, durante os quais multidões fugiram do país, gerou a reação da comunidade internacional. Após medidas mais simbólicas que efetivas, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a instauração de uma zona de exclusão aérea no país. Menos de 48 horas depois, no dia 21 de março, começou a ofensiva da coalizão, com ataques de França, Reino Unido e Estados.      

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