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Otan pede desculpas pela morte de civis no Afeganistão

Otan pede desculpas pela morte de civis no Afeganistão

Atualizado: Segunda-feira, 30 Maio de 2011 as 10:41

A Otan emitiu nesta segunda-feira (30) um comunicado no qual pediu perdão pela morte de civis em um bombardeio aéreo registrado no sábado (28) na província sulina afegã de Helmand.

"Em nome da coalizão ofereço nossas sinceras desculpas aos familiares e amigos dos mortos", diz no texto John Toolan, comandante-em-chefe da missão da Otan no Afeganistão, a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf).  

No comunicado, assinado conjuntamente pelo chefe da Isaf, o general David Petraeus, e seu número dois, o general David Rodríguez, se afirma que "a coalizão leva muito a sério cada ferido ou morte de civis e tentará prevenir no futuro este tipo de incidentes".

Segundo a informação à disposição das forças da Isaf, uma patrulha da coalizão foi atacada por cinco insurgentes no distrito de Naw Zad, província de Helmand, durante o qual um marine morreu.

"Posteriormente, os cinco insurgentes continuaram atacando de uma casa próxima, por isso que as tropas da Otan solicitaram ajuda área para neutralizar o ataque", indica o relatório.

"Infelizmente, após o ataque se descobriu que o lugar onde se os insurgentes haviam entrincheirado era na realidade a casa de civis inocentes", indica a Isaf no comunicado.

O relatório da Otan concretizou que uma investigação exaustiva está sendo realizada para determinar os detalhes exatos que provocaram o incidente.

No comunicado se pede perdão pela morte de nove civis, embora segundo fontes oficiais afegãs, no incidente até morreram 14 pessoas, que não eram insurgentes.

As mortes de civis são um dos pontos de atrito frequentes entre o Governo afegão e as tropas internacionais desdobradas no país, cerca de 150 mil soldados.

As organizações de direitos humanos atribuem aos talibãs a maioria das mortes de civis, mas as autoridades afegãs, com o presidente Hamid Karzai à frente, qualificaram ao mesmo tempo de "inaceitáveis" as vítimas civis em bombardeios da Isaf. O presidente chamou a ação de um “grave erro” e de “assassinato”.          

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