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Países aliados criam 'grupo de contato político' para a crise da Libia

Países aliados criam 'grupo de contato político' para a crise da Libia

Atualizado: Terça-feira, 29 Março de 2011 as 3:40

A conferência internacional de países aliados em Londres, realizada nesta terça-feira (29), decidiu estabelecer oficialmente um "grupo de contato político" sobre a Líbia, com uma próxima reunião já prevista, a ser realizada no Qatar, "o mais cedo possível", em data ainda a ser definida.

O comunicado final do encontro foi divulgado pela  chancelaria britânica.

O objetivo do grupo é definir como será o país em um cenário que prevê a possível queda do ditador Muammar Kadhafi, sob ataque aéreo de tropas ocidentais desde 19 de março.     O chanceler britânico, William Hague, disse que o encontro serviu para reafirmar o compromisso da comunidade internacional com o cumprimento das resoluções da ONU, de defender os civis líbios de ataques das tropas pró-Kadhafi.

Hague manteve o tom da diplomacia internacional nos últimos dias e disse que o coronel Kadhafi e seu regime "perderam por completo sua legitimidade e serão responsabilizados por suas ações".     O Qatar, sede da próxima reunião, é o único país árabe, junto com os Emirados Árabes Unidos, a participar das operações na Líbia. Ele esteve representado na reunião de Londres por seu primeiro-ministro, o xeque Hamad Bin Jissim Bin Jabr Al Thani.  

França quer discutir ajuda a rebeldes

A França quer debater com seus aliados a concessão de uma ajuda militar aos rebeldes, declarou o ministro das Relações Exteriores francês, Alain Juppé, após a reunião,lembrando que esse auxílio não está previsto nas recentes resoluções da ONU.

'Unanimidade'

O ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, disse que houve "unanimidade" entre os participantes da conferência para que "Kadhafi abandone o país".

"Isto dependerá, agora, do país que vá, talvez, propor acolhê-lo", disse. "Não há ainda uma proposta formal, nenhum país a apresentou, mesmo as nações africanas, que estariam dispostas a fazê-lo."

Ouvido sobre as implicações de um eventual exílio de Muammar Kadhafi, Frattini destacou: "Isto não quer dizer conceder imunidade a ele".

"Não queremos isto, e nem falar sobre o assunto, porque, se a concedêssemos, estaríamos violando o Estatuto de Roma", o texto criador do Tribunal Penal Internacional (TPI), precisou Frattini, que se expressou em francês.     Mais cedo, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, havia dito que os ataques à Líbia, iniciados sob o comando americano e que devem ser transferidos à Otan nesta quarta-feira, vão continuar até que Kadhafi obedeça às resoluções da ONU e pare de atacar civis.      

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