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Palestinos rejeitam 'solução provisória' de Israel

Palestinos rejeitam 'solução provisória' de Israel

Atualizado: Terça-feira, 28 Dezembro de 2010 as 8:37

Dirigentes palestinos excluíram nesta segunda-feira (27) "qualquer solução provisória" para o conflito com Israel, reagindo à uma proposta do primeiro-ministro israelense, Biyamin Netanyahu, diante da falta de um acordo global.

Nabil Abu Rudeina, porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas, afirmou que qualquer solução provisória é inaceitável "porque omite as questões de Jerusalém e dos refugiados".

-Voltar a falar de um Estado palestino com fronteiras provisórias é absolutamente inaceitável e não conduzirá a uma paz verdadeira. É tempo de tratar das questões do estatuto final e de estabelecer um Estado palestino sobre as fronteiras de 4 de junho de 1967.

Segundo Netanyahu, poderia haver um "acordo provisório" diante da falta de um tratado de paz global, "quando as negociações se chocam contra um muro nas questões de Jerusalém e do direito de regresso [dos refugiados palestinos]".

- Se os palestinos aceitarem um Estado desmilitarizado e renunciarem ao direito ao regresso, eu irei até o fim e acredito que a maioria do país me seguirá.

O principal negociador palestino, Saeb Erakat, reafirmou que "é um momento para soluções definitivas que englobem Jerusalém, os refugiados, as fronteiras, a segurança, a colonização, a água e a libertação de todos os palestinos das prisões israelenses".

No dia 1º deste mês, o governo israelense anunciou planos para a construção de 625 novas casas em uma parte da Cisjordânia anexada ao município de Jerusalém. A decisão dificulta ainda mais a retomada do processo de paz .

O governo insiste que as áreas urbanas anexadas a Israel depois da conquista de 1967 nunca estiveram incluídas na moratória da colonização. Porém, a anexação de partes da Cisjordânia ao território israelense não foi reconhecida pela comunidade internacional.

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