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Paquistão acha passaporte de suspeito do 11 de Setembro

Paquistão acha passaporte de suspeito do 11 de Setembro

Atualizado: Quinta-feira, 29 Outubro de 2009 as 12

Membros de forças de segurança paquistanesas em posto de observação nas montanhas na região do Waziristão do Sul, onde ocorre ofensiva do governo contra o Taleban.

As forças paquistanesas encontraram um passaporte de um militante islâmico ligado a dois dos envolvidos nos atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos, durante uma ofensiva contra redutos do Taleban perto da fronteira afegã, disse uma emissora de TV local nesta quinta-feira.

O passaporte de Said Bahaji, um alemão de origem marroquina, estava entre documentos, armas e literatura extremista apreendidos pelas forças governamentais em uma operação na região do Waziristão do Sul e foram mostrados a um grupo de jornalistas durante uma visita oficial.

''O passaporte mostra que ele chegou a Karachi apenas alguns dias antes do 11/9'', informou a DawnNews, mostrando um passaporte que aparentemente pertencia a Bahaji.

O porta-voz militar, major general Athar Abbas, que acompanhou os repórteres durante a viagem ao Waziristão do Sul, não fez comentários sobre o assunto. Ele afirmou:

''Não vi o passaporte. Esses repórteres podem tê-lo visto''.

O nome de Bahaji apareceu no Relatório da comissão dos Estados Unidos que investigou o 11 de Setembro.

O relatório dizia que Bahaji passou oito meses com os sequestradores Mohamed Atta e Ramzi Binalshibh entre novembro de 1998 e julho de 1999.

''Descrito como um seguidor inseguro, sem personalidade e limitado conhecimento do Islã, apesar disso Bahaji demonstrava prontidão para se engajar em ações violentas,'' dizia o texto.

Atta e Binalshibh usavam o computador de Bahaji para pesquisas na internet, como mostraram documentos e disquetes apreendidos pelas autoridades alemãs depois do 11 de Setembro, afirmou a comissão. Binalshibh foi preso no Paquistão com a ajuda do FBI e da CIA, em 2002.

Educado no Marrocos, Bahaji retornou à Alemanha para estudar engenharia elétrica na Universidade Técnica de Hamburgo-Harburgo. Ele passou cinco meses no Exército alemão antes de obter dispensa médica, revelou a comissão.

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