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Para argentinos, relação com Brasil vai ser maior no governo Dilma

Para argentinos, relação com Brasil vai ser maior no governo Dilma

Atualizado: Segunda-feira, 31 Janeiro de 2011 as 9:39

A decisão da presidente Dilma Rousseff de iniciar a agenda internacional por Buenos Aires deve estreitar os laços entre Argentina e Brasil. É assim que pensa a maioria dos argentinos ouvidos pelo G1 neste domingo (30).

Dilma chega a Buenos Aires na manhã desta segunda (31). Durante a visita ela terá reuniões com a presidente Cristina Kirchner e receberá as mães e avós da Praça de Maio.     Para o advogado Pablo Juan, a cooperação entre Argentina e Brasil é essencial para o desenvolvimento econômicos dos dois países. “Argentina e Brasil deveriam trabalhar conjuntamente. Para a Argentina, o Brasil é o sócio número um. Temos que trabalhar coordenadamente com o Brasil para crescer economicamente”, disse.

A administradora Samanta Noelia acredita que a vinda de Dilma a Buenos Aires mostra a intenção dela de “fincar laços” com o governo argentino. “Aumentar a relação entre os dois países é importante para a economia, para o turismo e também para o Mercosul”, afirmou.

“Temos que trabalhar para crescer como bloco regional”, complementou o namorado dela, o técnico em equipamentos médicos José Inácio.

  Já para o cinegrafista Gabriel Hernan, Dilma vai dar continuidade à política internacional adotada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “É muito bom que ela inicie o giro por países como a Argentina, mas acho que será um governo de continuidade, parecido com o governo Lula”, afirmou.

Ele também apontou a integração dos países sul-americanos como uma prioridade. “Espero que continuem fortificando o Mercosul”, disse.

Cronograma

Dilma chega a Buenos Aires por volta de 11h e se dirige à Casa Rosada, sede presidencial, para uma reunião reservada com a presidente argentina.

Terminado o encontro privado, as duas governantes recebem as mães e avós da Praça de Maio. O encontro tem um significado especial porque Dilma lutou contra o regime militar no Brasil e foi torturada.

Em seguida, Kirchner e Dilma se reúnem com as delegações argentina e brasileira. Após a reunião ampliada, elas assinam acordos nas áreas nuclear, de construção civil e comércio.

Por volta de 14h, Dilma e Kirchner almoçam no Palácio San Martin. A presidente retorna a Brasília no final da tarde de segunda. A delegação brasileira na Argentina contará com a presença dos ministros de Relações Exteriores, Antonio Patriota, da Secretaria de Políticas para Mulheres, Iriny Lopes, das Cidades, Mario Negromonte, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, da Defesa Nelson Jobim, das Comunicações, Paulo Bernardo, e o ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann.    

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