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Para chanceler chileno, principal risco da crise é retrocesso em qualidade de vida

Para chanceler chileno, principal risco da crise é retrocesso em qualidade de vida

Atualizado: Terça-feira, 28 Outubro de 2008 as 12

Para o ministro das Relações Exteriores do Chile, Alejandro Foxley, é necessário que os países da América do Sul consigam se antecipar aos problemas que podem atingir a região em conseqüência da crise financeira internacional de falta de liquidez no mercado.

Logo depois de participar da 7ª Reunião Extraordinária do Conselho do Mercado Comum, Foxley afirmou que esse é um fenômeno de caráter recessivo que já atinge os países do continente com os preços mais baixos das commodities "e que vai significar uma maior dificuldade para colocar nosso produtos em outros mercados."

De acordo com o chanceler, isso pode significar um impacto social negativo, particularmente sobre o nível de emprego. Ele ressaltou que um dos assuntos tratados na reunião foram os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que tratam, em resumo, de qualidade de vida.

"Um risco que temos agora é que haja um retrocesso na qualidade de vida das pessoas", a não ser que os governos latino-americanos consigam se antecipar aos problemas. "Há que se reagir rápido", concluiu.

Foxley parabenizou o Brasil pela iniciativa de convocar a reunião, "e creio que uma iniciativa como essa vai ter que ser repetida nos próximos meses, com uma certa freqüência". De acordo com o chanceler brasileiro, Celso Amorim, uma nova reunião do Conselho está marcada para 15 de dezembro, mas que uma nova reunião extraordinária pode ser convocada antes disso, se for necessário.

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